Carlos Russo (DC) Reprodução

ARARUAMA - A situação eleitoral de Carlos Russo (DC), de Araruama, ganhou um novo capítulo. Menos de 24 horas depois do TRE-RJ decidir pela perda do mandato de vereador por infidelidade partidária, o candidato a deputado estadual enfrenta uma impugnação de candidatura, acompanhada de parecer do Ministério Público Eleitoral pelo indeferimento do registro.
O caso será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro na próxima semana. Até lá, Russo permanece com o futuro eleitoral pendente de decisão da Corte.
Entre os fundamentos apresentados no processo estão referências a possíveis ligações do candidato com pessoas investigadas ou denunciadas por crimes relacionados a organizações criminosas. A documentação também questiona informações sobre o patrimônio declarado por Russo.
Um dos nomes citados é Fábio da Silva Florença, conhecido como “Gerentão”, alvo da Operação Tyrfing. O processo também faz referência à Operação Oxicorte e a pessoas ligadas à Vancar 80 Peças e Acessórios Ltda., empresa da qual Russo consta como sócio-administrador.
Outro episódio mencionado envolve um assessor de bancada ligado ao gabinete do vereador, preso durante investigação relacionada ao desmanche de veículos. Segundo os elementos apresentados à Justiça Eleitoral, o caso teria relação com o mesmo endereço associado à Vancar 80. A documentação cita ainda a existência de relatório produzido pela Polícia Federal.
AINDA NÃO É DECISÃO FINAL
Diante desses elementos, o Ministério Público Eleitoral se posicionou pelo indeferimento do registro da candidatura. O parecer, porém, não é a decisão final: caberá aos desembargadores do TRE-RJ analisar o conjunto do processo e decidir se Russo poderá ou não disputar a eleição.
A legislação eleitoral prevê justamente a manifestação do Ministério Público após a instrução dos processos de registro e, havendo impugnação, o caso segue para julgamento.
O posicionamento do MPE ocorre em um momento em que o órgão vem questionando candidaturas no estado com base, entre outros fundamentos, em elementos relacionados à possível interferência de organizações criminosas no processo eleitoral. Em agosto, a Procuradoria Regional Eleitoral informou ter apresentado diversas impugnações ao TRE-RJ com pedidos de indeferimento.
Vale ressaltar que a existência da impugnação e o parecer contrário do MPE não equivalem a uma condenação criminal nem significam, por si só, que Russo integre organização criminosa. A decisão sobre o registro ainda será tomada pela Justiça Eleitoral.
Russo ainda não se manifestou publicamente sobre o parecer do Ministério Público Eleitoral.