Categoria cobra mais nomeações para a Polícia Civil do Rio

Governo nomeou 110 oficiais de cartório na quarta-feira, e há mais 81 aprovados do mesmo concurso à espera da chamada

Por PALOMA SAVEDRA

Cidade da Polícia -

Após as 110 nomeações de oficiais de cartório para a Polícia Civil — que foram publicadas nesta quarta-feira no Diário Oficial do Estado —, o governo fluminense trabalha para conseguir chamar, em breve, mais 81 aprovados nesse mesmo concurso de 2014. A medida depende do aval do Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal do Rio, e o Executivo fluminense tentará obter o parecer favorável o mais breve possível. Além disso, a categoria ressaltou que a cobrança pelo reforço de pessoal continuará.

Assim como os 110 nomeados, os outros 81 aprovados também concluíram a Academia Estadual de Polícia Sylvio Terra (Acadepol) no ano passado. A classe chegou a articular a nomeação ainda no apagar das luzes de 2018, mas o então governador em exercício, Francisco Dornelles, deixou a tarefa para a gestão seguinte.

Déficit de pessoal

"A nomeação desses 110 oficiais de cartório foi uma vitória para a categoria depois de muita luta, mas temos ainda mais 81 policiais que ficaram de fora aguardando a autorização do governo federal, em virtude da recuperação fiscal, além de cerca de 40 que deverão ser nomeados por ordem judicial", declarou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Marcio Garcia. "Esse grupo que falta será fundamental para atenuar a carência gigante nos quadros da Polícia Civil", completou.

Setembro de 2017

Como a Coluna informou em 27 de maio de 2018, mesmo em meio à austeridade imposta pelo Regime de Recuperação Fiscal, o estado tem autorização para reforçar o quadro de pessoal nas áreas de Segurança, Educação e Saúde em casos de vacância. Podem ser repostos os cargos vagos por aposentadorias e mortes que ocorreram a partir de setembro de 2017 — quando o Rio aderiu ao regime.

Abre caminho

A Coluna questionou o Conselho de Supervisão sobre possível autorização para nomear mais 81 oficias, mas não teve resposta até o fechamento da edição. Já o governador Wilson Witzel frisou, em nota, que a Segurança é "grande preocupação" de sua gestão. E o secretário da Casa Civil, José Zamith, sinalizou que o corte de gastos em três meses também abre caminho para as contratações.

Aval para concurso

Vale lembrar que, em julho de 2018, o estado publicou no DO a autorização para quatro concursos na Polícia Civil para reposição de vagas em diferentes funções: 50 para o cargo de inspetor de polícia, 20 para perito legista, quatro para técnico de necropsia, seis para auxiliar de necropsia e 16 para delegado. Porém, os editais ainda não foram publicados.

Na investigação

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Leonardo Rodrigues, anunciou ontem, em conversa com o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, o apoio de sua pasta ao trabalho de investigação dos policiais. "Vamos direcionar esforços na área de desenvolvimento de sistemas para a Segurança Pública", disse Rodrigues.

PM e Polícia Civil

A ideia, segundo o chefe da Ciência e Tecnologia, é investir em tecnologia que ajude não só a Polícia Civil, mas também a PM. "Apoiaremos as Polícias Civil e Militar ampliando os sistemas, desenvolvendo dispositivos e programas que ajudarão nos trabalhos", prometeu ele, que acrescentou: "Nossas secretarias estão integradas e trabalhando juntas em prol do cidadão, conforme orientação do governo".

No Município do Rio

O funcionalismo municipal do Rio retomou fechou ontem a lista de reivindicações que farão ao governo. A retomada do pagamento de salários no 2º dia útil, o repasse de contribuições patronais à previdência pelo Tesouro e a quitação do acordo de resultados de 2016 estão na pauta do Movimento Unificado dos Servidores. As categorias também querem engrossar o coro dos servidores federais contra a Reforma da Previdência.

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