Governo Crivella trabalha para zerar dívida de 2016 logo após reajuste

Por PALOMA SAVEDRA

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB)
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB) -

Depois de anunciar o reajuste de 8,17%, que virá no salário de fevereiro, pago em março, a Prefeitura do Rio trabalha para quitar nos próximos meses uma dívida que tem com as categorias. Trata-se da gratificação pelo acordo de resultados de 2016. O governo já havia afirmado à Coluna que a previsão é de que o pagamento saia neste primeiro semestre. Agora, servidores especulam de que o depósito ocorrerá em abril.

Nos bastidores, a informação é de que o Executivo planeja zerar o débito o quanto antes, sendo possível até vir logo após o aumento salarial - ou junto.

Como a data desse pagamento, por ora, não está certa, integrantes do governo Crivella preferem não dar mais detalhes, além de que deverá ocorrer neste semestre.

O acordo de resultados, também chamado de metas ou de décimo quarto salário do funcionalismo municipal, foi um programa criado em 2009 na gestão de Eduardo Paes. E em 2017, quando o prefeito Marcelo Crivella assumiu a administração do município, não teve continuidade.

O bônus devido pelo cumprimento dos resultados era quitado aos servidores sempre em julho do ano seguinte. Por exemplo: os valores devidos pelas metas atingidas de 2015 foram quitados em julho de 2016.

Prestes a chegar no prazo para pagar as metas de 2016, Crivella editou, em junho de 2017, um decreto postergando o prazo para o depósito. Ele alterou a data prevista em decreto de Paes, estipulando o fim do segundo semestre de 2017 como prazo para pagamento, em parcela única, da gratificação referente aos acordos de resultados e para a percepção da participação nos lucros ou resultados relativa aos contratos de gestão.

Ao justificar o adiamento, Crivella apontou dificuldades de caixa naquele ano. "Considerando a delicada situação econômica e financeira por que passa o Município; considerando a necessidade da adoção de maiores medidas de controle e considerando a necessidade de se adotar medidas de reorganização e estabilização das finanças públicas", dizia o decreto.

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