Comissão de professores do estado entrega estudo com três índices de reajustes à categoria

Educadores reclamam da falta de reposição e têm como reivindicação principal a equiparação ao piso nacional

Por PALOMA SAVEDRA

Comissão quer que deputados da Alerj façam interlocução com o governo
Comissão quer que deputados da Alerj façam interlocução com o governo -
Professores da rede estadual do Rio entregaram a deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na última semana, estudos com três propostas de reajustes à categoria. Uma comissão de integrantes do Sepe já havia se reunido com o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), para que ele e o líder do governo, Márcio Pacheco (PSC), levem a pauta ao Executivo.
Apesar de terem apresentado três cenários, os educadores afirmam que o pedido principal é para equiparar a remuneração deles ao piso nacional. Segundo Flávio Lopes, integrante da comissão do Sepe e um dos que elaboraram os cálculos com técnicos do Dieese, essa medida levaria ao reajuste de 49,62%.
Também foi calculado o índice de 31,28% no caso de recomposição pelas perdas inflacionárias de julho de 2014 a maio de 2019. "E apresentamos o índice de 18%, percentual médio de sobra anual de verbas do Fundeb", disse Lopes. Neste caso, o uso de recursos do fundo só seria para ativos, e o reajuste a inativos teria que ser bancado pelo Rioprevidência.
Dorotéa Santana, que também compõe a comissão pelo reajuste, ressaltou que os educadores estão há anos sem recomposição salarial. "Estamos perdendo nosso poder aquisitivo a cada ano que passa", observou. 

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