Acréscimo de 12% no salário de professores deve vir em 14 de outubro

Majoração é referente ao quinquênio que será concedido a cerca de 14 mil professores

Por PALOMA SAVEDRA

Witzel e Fernandes garantiram aumento de 12% para os educadores
Witzel e Fernandes garantiram aumento de 12% para os educadores -
O pagamento do quinquênio aos 14.304 professores da Secretaria Estadual de Educação virá em outubro, ou seja, junto com o salário de setembro. O governador do Rio, Wilson Witzel, e o secretário da pasta, Pedro Fernandes, fizeram o anúncio ontem durante solenidade no Palácio Guanabara. Com isso, os educadores terão um acréscimo de 12% nos seus vencimentos.
Pelo calendário oficial do funcionalismo do Executivo, o prazo para pagamento aos servidores é o décimo dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Dessa forma, se o depósito não for antecipado, os professores devem esperar a majoração nos salários no dia 14 de outubro.
O quinquênio é o 'apelido' dado ao direito que os professores e demais servidores da Educação têm à progressão funcional, a cada cinco anos. O benefício está previsto no plano de carreiras da categoria. A concessão do pagamento a esse grupo foi antecipada pela Coluna, na edição de 27 de agosto.
A autorização para o crédito foi assinada ontem por Witzel. E, além de Pedro Fernandes, o evento contou com a presença do vice-governador, Cláudio Castro, do secretário da Casa Civil, José Luís Zamith, e de alguns diretores regionais pedagógicos e administrativos de escolas do Estado do Rio.
O governador ressaltou que, mesmo em meio às dificuldades financeiras do Estado do Rio, sua equipe vem trabalhando para garantir o pagamento dos salários do funcionalismo em dia, e os direitos dos professores.
"É um grande esforço que estamos fazendo para recuperar a economia do nosso estado, para que possamos amanhã ou depois melhorar mais nossa situação remuneratória", declarou.
O secretário de Educação explicou que, para viabilizar a concessão do quinquênio já em outubro, foi liberada uma folha suplementar. "Conseguimos, junto com a Secretaria da Casa Civil, rodar uma folha suplementar para que os profissionais já recebam no mês que vem", afirmou Fernandes.
Reviravolta
Recentemente, o quinquênio esteve no meio de uma polêmica. Um decreto do governo suspendeu a concessão de novos pagamentos, com base em parecer da Procuradoria Geral do Estado, o que gerou indignação da classe. No dia seguinte, o governo editou ato suspendendo a medida. Agora, representantes da categoria acompanham de perto o desenrolar dessa história para reivindicar novos pagamentos.

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