CPI do Rioprevidência aprova convocação de Pezão

Parlamentares que compõem a comissão, instalada na Alerj, ainda precisará negociar com a Justiça procedimentos para que o ex-governador seja ouvido

Por PALOMA SAVEDRA

Quando foi ouvido pela CPI, Cabral responsabilizou o seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, pela Operação Delaware
Quando foi ouvido pela CPI, Cabral responsabilizou o seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, pela Operação Delaware -
Os deputados estaduais que integram a CPI do Rioprevidência, instalada na Alerj, aprovaram, nesta quinta-feira, a convocação do ex-governador Luiz Fernando Pezão para prestar esclarecimentos à comissão. A data para a oitiva de Pezão — que está preso desde novembro de 2018 pela Lava Jato —, no entanto, não foi definida, pois ainda será necessário negociar com a Justiça os procedimentos, como, por exemplo, o local onde ocorrerá a audiência. 
A ideia de chamar Pezão se fez ainda mais necessária depois que o presidente da CPI, Flávio Serafini (Psol), e os demais integrantes do grupo ouviram, na última terça-feira, o seu antecessor: Sérgio Cabral, também preso pela Lava Jato desde 2016.
Cabral responsabilizou o sucessor Luiz Fernando Pezão e os técnicos do Estado do Rio pela Operação Delaware — transação financeira feita pelo Rioprevidência em 2014 para antecipar receita de royalties da ordem de R$ 9 bilhões. Hoje, a autarquia tem que pagar cerca de R$ 30 bilhões por essa operação. 
"A convocação de Pezão é necessária porque, embora a Operação Delaware tenha sido aprovada ainda no governo Cabral, a assinatura do contrato foi feita em sua gestão e o plano foi realmente efetivado", declarou Serafini.
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