Coronavírus: prova de vida segue suspensa pelo Rioprevidência

Autarquia estadual decidiu cancelar a medida temporariamente para evitar aglomerações

Por O Dia

Rioprevidência é a autarquia responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões do estado
Rioprevidência é a autarquia responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões do estado -

A prova de vida que passou a ser exigida pelo Fundo Único de Previdência e Assistência do Estado (Rioprevidência) segue sem previsão de retomada. A atualização cadastral dos aposentados e pensionistas foi suspensa em março em decorrência da pandemia do novo coronavírus e, por enquanto, não há data para voltar a ser cobrada. 

O procedimento estava sendo realizado em qualquer agência do Banco Bradesco no país, de forma presencial. Para atualizar os dados, o inativo ou pensionista tinha comparecer à unidade bancária com a relação dos documentos exigidos.

Por isso, o Rioprevidência teve que cancelar temporariamente o recadastramento, a fim de evitar aglomerações, que é uma das medidas recomendadas para o combate à disseminação da Covid-19.

Essa ação faz parte do conjunto de medidas implementadas pelo governo estadual para o enfrentamento à pandemia. Os atendimentos presenciais também foram suspensos pelo Rioprevidência e seguem sem data para serem retomados, assim como fez o Instituto de Previdência e Assistência do Município (Previ-Rio), responsável pelos benefícios previdenciários de inativos da prefeitura.

Negociação com credores para evitar colapso financeiro

Para enfrentar a crise decorrente da queda do valor do barril do petróleo, que estava em torno de US$ 60 (dólares) no fim de 2019 e, em janeiro, caiu para cerca de US$ 30, o Rioprevidência tem feito uma força-tarefa.

Os trabalhos são focados na negociação com investidores estrangeiros, credores da autarquia devido à operação (Delaware) de antecipação de royalties, realizada em 2014, nos Estados Unidos.

Como a coluna informou em 6 de abril, o presidente do Rioprevidência, Sérgio Aureliano, tenta evitar que investidores acelerem a amortização, o que é previsto no contrato em caso de redução do valor do petróleo.

Ele ressaltou que, com a queda da receita e mais o pagamento da operação,faltarão recursos para aposentadorias. Neste caso, o Tesouro, que também sofre perdas, terá que bancar os benefícios.

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