Policiais rodoviários federais reagem ao veto de Bolsonaro à possibilidade de reajuste

Presidente de entidade da categoria fala em "traição do governo"; presidente da República disse que seguirá cartilha do ministro Paulo Guedes diante da queda na arrecadação

Por O Dia

Presidente da entidade, Deolindo Carniel comentou veto do governo federal à possibilidade de reajuste
Presidente da entidade, Deolindo Carniel comentou veto do governo federal à possibilidade de reajuste -
A decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a possibilidade de reajuste salarial a algumas categorias de servidores - garantida pelo Congresso Nacional no projeto de socorro emergencial a estados e municípios - gerou reação dos policiais rodoviários federais. A categoria, que estava entre as exceções do congelamento salarial, disse que se sentiu traída. 
Bolsonaro argumentou que seguirá as orientações do ministro da Economia, Paulo Guedes, diante da crise econômica acentuada pela pandemia do coronavírus. "O Paulo Guedes orientou, e eu digo pros servidores, eu gostaria de dar reajuste, mas a arrecadação tá caindo", afirmou.
O presidente citou ainda a situação de estados, que, sem ajuda financeira da União, não conseguiriam pagar o funcionalismo. "Tem estado que se não fosse o socorro do governo não ia conseguir pagar servidor no mês que vem. A realidade é que vai ficar um ano e meio sem reajuste. Acredito que esteja de bom tamanho. Gostaria que fosse diferente, mas é uma realidade".
Presidente da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), Deolindo Carniel demonstrou a insatisfação da categoria. "Mais uma vez os policiais serão traídos pelo governo Bolsonaro", declarou. 
Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira que vai vetar a possibilidade de aumento após uma visita surpresa ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. A reunião teve a presença ainda de Paulo Guedes, empresários e outros integrantes do governo.
Reviravolta nas votações
O projeto original do Senado impedia o aumento salarial para o funcionalismo até o fim de 2021. Havia apenas algumas exceções: Forças Armadas, profissionais de Saúde dos municípios e estados e de Segurança Pública dos estados (como PMs, bombeiros e policiais civis).
A Câmara fez modificações no texto e ampliou essa possibilidade, incluindo professores, policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, assistentes sociais, agentes de endemia e servidores de limpeza urbana (garis). E o Senado manteve as alterações feitas pelos deputados.

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