Cenário do Estado do Rio é preocupante no segundo semestre

Ainda não há garantias de pagamento em dia nos últimos meses do ano

Por PALOMA SAVEDRA

Wilson Witzel e secretário de Fazenda, Luiz Claudio Carvalho, fazem força-tarefa para amenizar impacto financeiro do coronavírus
Wilson Witzel e secretário de Fazenda, Luiz Claudio Carvalho, fazem força-tarefa para amenizar impacto financeiro do coronavírus -
A situação que o funcionalismo estadual enfrentará a partir do segundo semestre é preocupante. Além dos alertas já dados pelo governador Wilson Witzel, ontem, parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) discutiram o cenário fiscal do estado com o secretário de Fazenda, Luiz Claudio Carvalho, em reunião virtual. Apesar de o titular da pasta dizer que o governo está se esforçando para garantir recursos para salários, não há garantia de pagamento em dia a partir de setembro.

Carvalho foi questionado pela deputada Martha Rocha (PDT) a respeito da real situação dos servidores públicos, em especial dos aposentados. E lembrou a grave crise financeira que o estado atravessou recentemente, tendo seu pior período em 2016 e 2017.

O secretário indicou que a partir de setembro haverá mais dificuldades, e afirmou que já estão sendo adotadas medidas para evitar a falta de pagamento. Porém, não detalhou quais as ações.
'Diagnóstico’ da economia em agosto

O secretário ressaltou novamente que o governador Wilson Witzel já estabeleceu como prioridade o pagamento de servidores. “Nossa folha salarial líquida é de R$ 2,3 bilhões. São valores significativos... E nosso governador colocou como prioridade absoluta, portanto, pagaremos tudo, a menos que efetivamente faltem recursos”, declarou Carvalho.
Ele acrescentou que é preciso analisar como a economia fluminense vai se comportar a partir de agosto. Isso tomando como base a possibilidade de, em agosto, já haver uma volta às atividades.
“Se as aberturas começarem no mês de agosto lógico que a economia vai reagir melhor. (Nesse cenário) vamos postergando esse momento de restrição efetiva e dificuldade de pagar salários”, afirmou.

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