'Nunca nos negamos a colaborar', diz representante de servidores sobre veto a reajuste

Presidente do Fonacate, Rudinei Marques declarou que categorias atuam na linha de frente e sabem que estados e municípios terão dificuldades financeiras na pandemia, mas que setor "não tolera ataques reiterados"

Por PALOMA SAVEDRA

Presidente do Fonacate, Rudinei Marques diz que setor se sacrifica e atua na linha de frente de combate à covid-19
Presidente do Fonacate, Rudinei Marques diz que setor se sacrifica e atua na linha de frente de combate à covid-19 -
Presidente do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques declarou que o funcionalismo público de todos os entes (União, estados e municípios) colabora e está atuando na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus. A respeito do congelamento salarial defendido hoje pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ele disse que servidores sabem que o período é delicado e já estão se sacrificando.
Marques afirmou que os funcionários públicos "não toleram reiteradas agressões" ao setor e quer também que "bilionários do país deem sua cota de sacrifício".
"Sim (os servidores têm consciência do momento delicado). Os servidores estão atuando na linha de frente de combate à pandemia, como na saúde, assistência social e segurança, e na retaguarda, como funcionários dos bancos públicos, pesquisadores, auditores do trabalho e tantos outros", declarou o representante.
Rudinei Marques acrescentou que, em especial, as categorias municipais e estaduais sofrerão mais já que os entes enfrentarão uma crise fiscal ainda mais aguda.
"Sabemos que os entes federados terão imensas dificuldades financeiras para enfrentar essa situação, e nunca nos negamos a colaborar. O que não toleramos são as agressões reiteradas do ministro da Economia (Paulo Guedes). E queremos que os bilionários também deem sua cota de sacrifício", disse.
Remédio amargo
Em reunião virtual com governadores, nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro pediu o apoio deles ao congelamento salarial até o fim de 2021. Ele quer o compromisso dos chefes dos governos estaduais para que não haja derrubada do veto presidencial ao trecho do projeto de socorro aos entes que blinda do congelamento categorias da saúde, segurança, entre outras.
Bolsonaro afirmou que esse é o remédio "menos amargo" diante da situação econômica. "Temos que trabalhar em conjunto a sanção de um socorro aos senhores governadores, de aproximadamente R$ 60 bilhões, também extensivo a prefeitos", declarou o presidente na abertura da reunião. "O que se pede apoio aos senhores é a manutenção de um veto muito importante", disse.

De acordo com o presidente, congelar reajustes na remuneração de todos os servidores públicos até o fim do próximo ano é "o remédio menos amargo" para o funcionalismo, "mas de extrema importância para todos os 210 milhões de brasileiros".

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