Servidores da Saúde estadual pedem criação de RAS para a área

Diante das dificuldades enfrentadas pelos profissionais, movimento cobra uma ação imediata do governo como um Regime Adicional de Serviço aos moldes da área de segurança

Por O Dia

Demanda dos profissionais foi apresentada já ao novo secretario de saúde, Fernando Ferry (na foto, com o governador Wilson Witzel)
Demanda dos profissionais foi apresentada já ao novo secretario de saúde, Fernando Ferry (na foto, com o governador Wilson Witzel) -
Na linha de frente de combate à covid-19, servidores da Saúde do Estado do Rio de Janeiro amargam a espera por melhorias e entrega de equipamentos especiais para o trabalho durante a pandemia. Diante das dificuldades enfrentadas pelos profissionais, o movimento PCCS Já (que reúne os funcionários públicos do setor pela implementação do plano de carreiras) pede ao governo fluminense a criação do 'RAS' da Saúde.
O Regime Adicional de Serviço (RAS) é uma espécie de hora extra paga pelo Estado do Rio para a área de Segurança Pública (PMs, policiais civis, bombeiros, inspetores da Seap e agentes do Degase).
O movimento emitiu uma nota declarando que, diante do atual momento e da espera por melhorias das condições de trabalho, "o servidor vem reivindicar seus direitos para prestar a assistência que o povo tanto precisa. Sendo necessário o emprego de todos os meios ao enfrentamento à covid-19 bem como as demais ações de saúde, para melhor desempenho".
"O RAS Saúde, se criado, não basta. Faz parte de solicitações e exigências que fazemos para resgatar o serviço público de Saúde, em caráter emergencial enquanto houver necessidade do serviço", acrescentou o grupo.
Os profissionais do setor pedem EPIs (equipamentos de proteção individual), a revisão do adicional de insalubridade, a regulamentação do auxílio-transporte e o afastamento por acidente de serviço, sem ônus, de servidores infectados durante o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. 

Demandas ao governo
O movimento PCCS Já afirmou que já apresentou ao novo secretário de Saúde, Fernando Ferry, e à Casa Civil "as diversas irregularidades e a inobservância de direitos do servidor da SES (Secretaria de Saúde) e Iaserj.  
E destacou que o pedido de auditoria especial já tramita no TCE. Além disso, apontou que as condições de trabalho e biossegurança foram abordadas com o governo.

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