Educação estadual vai cobrir déficit de profissionais na rede

Pasta vai aumentar o número de secretários escolares, que hoje está abaixo do necessário, oferecendo curso de capacitação sem custos

Por PALOMA SAVEDRA

As cerca de 1.300 unidades da rede estadual de ensino precisam ter, pelo menos, um secretário escolar
As cerca de 1.300 unidades da rede estadual de ensino precisam ter, pelo menos, um secretário escolar -

A Educação estadual prepara as próximas medidas a serem adotadas na rede. E uma delas tem como objetivo cobrir o déficit de secretários escolares: hoje, há 1.101 profissionais nessa função, sendo necessários pelo menos 1.300 (mesmo número de unidades de ensino). Para isso, a própria secretaria passará a oferecer o curso para os servidores interessados em ter essa capacitação, informou o titular da pasta, Pedro Fernandes, à coluna. 

A atividade de secretário escolar é essencial para o funcionamento das unidades de ensino: os profissionais atestam conclusão de curso, entre outras atribuições.

"Vamos abrir o curso, antes dado pela Faetec e Uerj, por meio da Universeeduc para suprirmos essa carência. Há muitos profissionais se aposentando, então essa é uma demanda da rede. Temos que ter, pelo menos, um secretário em cada escola", afirmou Fernandes.

Ele ressaltou que não haverá custos para a pasta e que há exigência de ser servidor da rede: "Não pode ser terceirizado".

Horas extras

O secretário de Educação também afirmou que as Gratificações por Lotação Prioritária — ou horas extras — dos professores, que estão lecionando de casa, continuarão sendo pagas, e só deixarão de ser nas férias.

Retomada das aulas presenciais

Sobre a volta das aulas presenciais, Fernandes voltou a declarar que somente quando o estado tiver a confirmação da bandeira verde é que a pasta iniciará o processo de retomada. "Vamos dar mais duas semanas para a confirmação (para a bandeira verde) e voltaremos".

Já a segurança da saúde dos educadores e alunos vem sendo questionada pelos servidores e pais. Em relação a isso, o secretário lembrou que um protocolo está sendo construído com a colaboração da comunidade escolar e da sociedade: "Nosso dever de casa está pronto, que é preparar esse protocolo. E a população vai ajudar na construção dele". 

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