Pedro Paulo se reuniu com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, e sua equipe (Itanielson Cruz e Priscila Santana) - Reprodução/Instagram
Pedro Paulo se reuniu com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, e sua equipe (Itanielson Cruz e Priscila Santana)Reprodução/Instagram
Por PALOMA SAVEDRA
Futuro secretário de Fazenda do governo Paes, o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) já havia anunciado um plano ousado de emergência fiscal na cidade do Rio, com cortes de despesas e auditorias em contratos e na folha de pagamentos. O objetivo é cobrir um possível déficit de R$ 10 bilhões para 2021. Mas, além disso, ele focará em medidas na área da receita. E começou ontem esse trabalho.
Pedro Paulo se reuniu com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, iniciando uma interlocução da futura gestão com a equipe econômica da União.
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"Vamos começar a ter uma interlocução permanente da cidade e vamos fazer um trabalho ao longo de 2021 para recuperar o rating do Rio de C para B”, disse, acrescentando que, com essa nova classificação, o município poderá voltar a ter financiamentos com anuência do Tesouro.
"O que permite imediatamente o Rio a ter acesso a financiamentos com aval da União. Vamos abrir as conversas com Caixa, Banco Mundial... vamos rediscutir as questões do pagamento da dívida", declarou o futuro secretário.
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Em seguida, o parlamentar ressaltou que "a dívida do município é uma dívida pagável, comparada aos outros entes": "Mas como vamos receber um caixa muito deficitário, precisamos reduzir essas parcelas pra que a cidade recupere o seu caixa, para que não fiquemos vivendo todo dia essa situação de riscos de paralisação dos serviços e de atrasos dos salários de servidores".
Quinze folhas salariais em 2021
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Pedro Paulo acrescentou que "além do déficit acumulado que será herdado", tudo indica que a próxima gestão terá que pagar, além das 13 folhas salariais de 2021, mais duas folhas de 2020 deixadas pelo atual governo - relativas ao 13º salário, ainda sem garantia, e aos vencimentos de dezembro, que devem ser quitados com verbas do orçamento deste ano.
"Então, vamos receber em 1º de janeiro a obrigação de pagar mais duas folhas. Serão 15 folhas salariais no próximo ano", pontuou.