Elias Dalcin, 35, está desaparecido há 20 dias. O último contato com a mulher foi feito após sair do trabalho, durante viagem de trem  - Arquivo Pessoal
Elias Dalcin, 35, está desaparecido há 20 dias. O último contato com a mulher foi feito após sair do trabalho, durante viagem de trem Arquivo Pessoal
Por Charles Rodrigues
Há 20 dias, familiares e amigos fazem buscas ao paradeiro do fotógrafo Elias Dalcin, de 35 anos, que desapareceu após sair do trabalho, uma casa de eventos, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o fotógrafo retornaria para sua residência, mas, segundo familiares, sumiu durante o percurso.
De acordo com a mulher do fotógrafo, a secretária Ana Carla Dalcin, de 32 anos, o último contato com Elias foi feito através do celular. Ele teria dito que estava no trem, passando pela estação Belfort Roxo, e que logo estaria em casa. Contudo, passadas algumas horas, a demora do marido e o fato de o aparelho celular dele ter sido desligado, a fez mobilizar familiares e amigos.
Publicidade
“Estamos desesperados! Já procuramos em diversos lugares. Entramos em comunidades na região e fizemos mobilização nas redes sociais. Nossa única filha, de 6 anos, está sofrendo muito com a ausência dele. Quem tiver alguma informação sobre o Elias, por favor, avise à polícia”, disse, emocionada, Ana Carla, que está casada há 7 anos.
De acordo com familiares, o fotógrafo não apresentava mudança de comportamento, nem aparentava ter problemas psicológicos, tampouco fazia uso de medicamentos. Evangélico, Elias é presbítero em uma congregação e querido pelos membros. “O sumiço dele abalou a família, amigos e a igreja. Sempre que recebemos alguma informação, vamos conferir. Entramos em diversas comunidades, mas não o encontramos. Não vamos desistir”, reitera o irmão, Elizeu Dalcin.
Publicidade
Investigações- O desaparecimento do fotógrafo foi registrado na 58ª DP (Nova Iguaçu) e encaminhado ao núcleo de Descobertas de Paradeiros na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Segundo familiares, os agentes analisam imagens de câmeras da SuperVia para ajudar nas investigações. A DHBF deixa à disposição da população o telefone (21) 98596-7442 (whatsapp) e ressalta a importância da colaboração com informações e denúncias, com garantia de total anonimato.
Baixada Fluminense registra maior número de desaparecimentos no Estado
Publicidade
Pertencente à 3ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), a Baixada Fluminense registrou 866 registros de desaparecimentos de pessoas, em 2020. Foi o maior número de ocorrências em todo o Estado do Rio de Janeiro, que somou, no mesmo período, com as outras seis regiões (RISP), 3.350 casos, conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).