Por helio.almeida

Justiça seja feita: os shows do grupo O Rappa são explosivos, memoráveis. Em cena, a pegada da banda continua incendiária. Já a discografia do quarteto nunca mais teve a relevância do início de carreira após a conturbada saída de Marcelo Yuka. Sexto álbum de inéditas d’O Rappa, ‘Nunca tem fim...’ confirma que o grupo atualmente tem mais atitude do que boa música.

Sexto álbum de O Rappa tem mais atitude do que boa músicaDivulgação

Citação de hit de Bebeto

Justiça seja feita de novo: a já conhecida ‘Anjos (Pra quem tem fé’), parceria de Marcelo Falcão com Tom Saboia (produtor do disco), é uma boa música. Mas o disco em si se revela irregular em faixas como o reggae ‘Boa noite, Xangô’, parceria da banda carioca com o compositor pernambucano Lula Queiroga (coautor também de ‘Auto-reverse’).

Como outros discos anteriores d’O Rappa, ‘Nunca tem fim...’ é valorizado por boa produção. Os arranjos são grandiosos, os ‘grooves’ soam azeitados e as letras — a exemplo dos versos de ‘Cruz de tecido’, sobre a morte de 199 pessoas em acidente de avião de 2007 — são contundentes, falando sobre a vida como ela é. Mas nada disso disfarça a sensação de que as músicas em si são bem pouco sedutoras.

De tom positivista, o disco fecha com ‘Um dia lindo’, faixa que tem a participação de Edi Rock (do grupo paulista de rap Racionais MC’s) e que cita ‘Praia e sol’, hit carioca do cantor Bebeto. No show, tudo deve ficar ainda mais forte e enérgico. Contudo, em disco, a falta de Yuka nunca tem fim.

Você pode gostar