O Rio serve de inspiração para a arte

A Cidade Maravilhosa posa de musa para artistas plásticos, cineastas e coreógrafos

Por daniela.lima

Rio - Da demolição da Perimetral ao ritmo do caminhar carioca: o Rio é inspiração para três movimentos artísticos. Seja no olhar do Festival Panorama, que apresenta espetáculos de dança, na IV Bienal da Escola de Belas Artes da UFRJ, que começou ontem, ou no Curta Cinema, que entra em cartaz na quinta-feira, o Rio não sai da cabeça dos artistas. 

Cidade Maravilhosa posa de musa para artistas plásticos%2C cineastas e coreógrafosDivulgação


“É importante refletir o movimento do espaço em que vivemos”, diz Nayse López, diretora do Panorama. Antoni Guedes, coordenador da IV Bienal da Escola de Belas Artes da UFRJ, assina embaixo: “Estamos vivendo muitas transformações históricas como o maior acesso às favelas e a demolição da Perimetral”.

E se é para falar de Rio e movimento, a diretora do Panorama domina o assunto. Há 22 anos, aqui acontece o festival de dança, que, este ano, propõe a ocupação das ruas. “Vamos fazer intervenções sobre o ritmo urbano”, diz Nayse sobre performances como ‘Sandwalk With Me’, de Marcela Levi e Lucía Russo, em que passantes são convidados a atravessar o caos do Centro ouvindo o som do mar em fones de ouvido e calçando chinelos com areia na sola.

Programado para começar na quinta, em centros culturais como a Arena Dicró e o Odeon, o Curta Cinema tem a mostra ‘Panorama Carioca’, feita por cineastas nascidos no Rio. Os temas vão do desfile das escolas de samba, retratados em ‘Dispersão’, às desapropriações de imóveis no Morro da Providência no curta ‘Casas Marcadas’. “Tinha vontade de falar sobre as partes da cidade conhecidas como ‘a pequena África’. O primeiro morro da cidade não poderia ficar de fora”, explica a diretora Éthel Oliveira.

“Tem artista que encontra mensagens positivas até nos bueiros e outros que abordam as mudanças geográficas”, comenta Guedes, referindo-se a obras da Bienal como a videoinstalação de Brenno de Castro sobre os últimos suspiros da Perimetral e desenhos de bueiros com os dizeres ‘energia positiva’, de Márcio Mitkay. “É a arte refletindo o Rio de Janeiro”, define Nayse.

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