Por daniela.lima
André Sturm ao lado de parceiros de festivais internacionais como Sonja Heinen%2C responsável pela seção Berlinale do Festival de BerlimDivulgação

Rio - Enquanto algumas atores e diretores brasileiros vêm se destacando em produções internacionais, o cinema nacional também procura meios de conquistar seu lugar ao sol no exterior. O programa Cinema do Brasil é um exemplo desse movimento. Em parceria com a seção Carte Blanche do Festival Internacional de Locarno, que acontece em agosto, na Suíça, o projeto quer fazer as nossas produções alcançarem mercados além do nosso território.

“Ainda existe por aqui um olhar voltado apenas para a produção local”, diz André Sturm, presidente do Cinema do Brasil. Criada em 2006 pelo Siaesp (Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo), a iniciativa visa à promoção comercial do cinema brasileiro no mercado internacional.

Exatamente para expandir esses horizontes é que a parceria com o festival foi pensada também. Com inscrições abertas até 1º de maio, o projeto vai selecionar seis longas-metragens nacionais ainda em processo de finalização participar da Carte Blanche, concorrendo ao prêmio de 10 mil francos suíços (cerca de R$ 26 mil). “Pode ser justamente um complemento importante para seu orçamento de finalização”, sugere Sturm.

Aliás, os benefícios vão além do dinheiro. Os finalistas escolhidos serão exibidos para os principais agentes de venda e programadores de festivais do mundo, especialmente os europeus. “Por estarem ainda em pós-produção (não finalizados) e terem o selo de Locarno, eles têm muito mais facilidade para atrair compradores ou serem selecionados para outro festival internacional”, explica ele.

Apesar da parceria só ter se concretizado este ano, desde 2011 o Cinema do Brasil e o Festival Internacional de Locarno já vinham flertando. “Até que surgiu o convite para que o Brasil fosse o país escolhido para a seção Carte Blanche, em 2014”, comenta o presidente do programa, que também mantém relações e cooperação com diversos outros festivais, como o de Berlim, Cannes e San Sebastián.

“É crescente também o número de coproduções internacionais brasileiras, segundo dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Nos últimos cinco anos, realizamos mais coproduções do que nos 30 anos anteriores”, comemora ele, ressaltando que, no caso de coproduções, o filme já tem sua exibição garantida em pelo menos mais um país além do nosso. “Acredito que as portas estão se abrindo cada vez mais para um filme brasileiro no exterior”, conclui.

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