Jair Rodrigues e o filho, Jairzinho, festejam carreira

O primeiro completa 50 anos na música e lança dois CDs, com releitura de sambas clássicos. O segundo faz 30 e comemora com DVD de antigos sucessos

Por daniela.lima

Rio - ‘Hoje em dia tem cada música... Já viu esse negócio de ‘Lepo Lepo’ (música do grupo baiano Psirico)? Fica lá o vocalista (Marcio Victor) fazendo aqueles gestos com o braço, parece que tá tocando punheta, pô! Não dá”, brinca, sempre risonho, Jair Rodrigues. Revelado na época dos grandes festivais da canção, o veterano cantor comemora os 55 anos de carreira com o par de CDs ‘Samba Mesmo’, só com clássicos do gênero que não havia gravado. E a comemoração estende-se para seu filho Jair Oliveira, que produziu os discos e celebra 30 anos de carreira com o DVD ao vivo ‘Jair Oliveira 30’, com participação do pai. 

Jair Rodrigues e Jairzinho cantam juntos a música ‘Io e Te’%2C no DVD em comemoração aos 30 anos de carreira do segundoDivulgação


“Canto com ele ‘Io e Te’, uma música infantil que gravamos em 1981”, diz Jairzão. Dono de uma enorme coleção de discos, Jair mostra músicas para Jairzinho e sua irmã Luciana Mello desde a infância dos dois. “Eles ouviam Roberto Carlos, Ataulfo Alves, Agostinho dos Santos, Carmen Miranda. Uma vez, estava ouvindo um LP e o Jairzinho me perguntou se podia levar emprestado. Falei: ‘Ué, pode. Aproveita e leva a vitrola, já que você não tem mesmo...’”, brinca.

No DVD, Jair Oliveira surpreende os fãs por não deixar de lado momento algum de sua carreira. Começa homenageando o pai com uma releitura em voz e violão do sucesso paterno ‘Disparada’. Recorda ‘Superfantástico’ e ‘Bombom’, hits do grupo infantil A Turma do Balão Mágico, do qual participou. E relê ‘Coração de Papelão’ ao lado da convidada Simony — com quem cantou no Balão Mágico e num disco em dupla, lançado em 1988. “Foi emocionante cantar com a Simony. A plateia percebeu isso”, diz Jair Oliveira.

Nos CDs ‘Samba Mesmo’, Jairzão recorda ‘Na Cadência do Samba’ (Ataulfo Alves), ‘Fita Amarela’ (Noel Rosa), ‘É’ (Gonzaguinha). E leva para o gênero músicas como ‘Como É Grande O Meu Amor Por Você’ (Roberto Carlos). “O Roberto tem mania de não autorizar quando a gente grava, daí fui falar com ele: ‘Vou gravar uma música sua, vê lá se não vai atrapalhar, hein?’”, brinca o cantor. Responsável por cruzamentos entre música sertaneja e MPB há décadas, Jair chegou a pensar em gravar só repertório de artistas do sertanejo universitário. “Mas desisti. O Michel Teló tem tanto talento e fica fazendo ‘Ai, Se Eu Te Pego’”, lamenta.

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