Por daniela.lima

Rio - A própria equipe de ‘Copa de Elite’ já disse que o filme é “apenas para rir”. É exatamente isso. Sem pretensões filosóficas ou críticas sociais, o longa se propõe apenas a fazer graça e tirar sarro dos principais sucessos do cinema nacional dos últimos anos. Assim como o roteiro é construído com a junção de uma história-base a esquetes de humor, a reação que desperta no público também é mista — ora consegue nos arrancar um riso pontual, ora apenas estranhamento. 

Os atores Marcos Veras e Júlia Rabello são Jorge Capitão e Bruna Alpinistinha na comédia ‘Copa de Elite’Divulgação


A estrutura da trama é a seguinte: Jorge Capitão (Marcos Veras) é o mais eficiente integrante da polícia especial carioca. Após libertar de um sequestro o melhor jogador da seleção argentina às vésperas da final da Copa do Mundo, ele passa a ser odiado por toda a nação. Expulso da corporação, Jorge descobre que alguém pretende matar o Papa, que está no país para assistir ao último jogo do campeonato. Seguindo sozinho as pistas do caso, ele conhece a ex-prostituta e dona de sex shop Bruna Alpinistinha (Júlia Rabello), que irá ajudá-lo a desvendar esse mistério.

Fica claro que a intenção do roteiro é fazer graça com o nonsense. Mas muitas piadas acabam se perdendo no meio de situações sem nenhum sentido. Um exemplo disso é o vibrador atômico inventado por Bruna, que é roubado para explodir o Cristo Redentor.

A intenção era satirizar filmes como ‘Tropa de Elite’, ‘Chico Xavier’, ‘Bruna Surfistinha’, ‘2 Filhos de Francisco’ e ‘Minha Mãe é uma Peça’, entre outros. Mas talvez investir apenas na eficácia do humor dos esquetes funcionasse melhor do que misturá-los a essa trama-base. O resultado acaba não sustentando o riso do espectador por muito tempo. Nada contra um filme de piadas. Mas, quando se investe nelas, é preciso sustentar o riso até o final da história.

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