Por daniela.lima

Rio - Qual a criança que nunca teve medo de escuro e ficava imaginando monstros terríveis que vivem debaixo da cama? Foi observando o temor do neto, Gabriel, de 3 anos, em um dia de apagão que a jornalista e escritora Mariza Tavares teve a ideia para a sua segunda história infantil: o livro ‘O Medo que Mora Embaixo da Cama’ (Ed. Globinho, 32 págs., R$ 36). O lançamento acontece amanhã, às 17h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. 

Na imagem o menino Joãozinho, protagonista da história Reprodução


“O que deu o pontapé inicial ao livro foi um dia em que faltou luz, no último verão. Ficou tudo escuro em casa e Gabriel teve medo. Mas aí ele descobriu uma lanterna e ficou jogando a luz em tudo, encantado”, conta Mariza, que estreou no gênero com o livro ‘O Sofá que Engoliu as Crianças’, de 2013.

Com ilustrações de Nina Millen, que já havia feito os desenhos do primeiro título infantil da autora, o livro é escrito em rimas e dedicado a crianças na faixa dos 3 anos, como o neto de Mariza. “Como se trata de uma história mais curta, achei que precisava ter uma graça. Por isso, optei pela rima, que é divertida e tem muito de lúdico”, explica a escritora. “É impressionante como o desenho da Nina enriqueceu a história. Tem uma coisa meio gótica. Ela captou muito bem esse medo”, completa.

Na trama, o pequeno Joãozinho imagina vários monstros que se escondem em seu quarto escuro. Até que, com uma lanterna, o menino se enche de coragem para enfrentá-los e descobre que eles não são assustadores como parecem.

“Contei a história para o meu neto depois que o livro ficou pronto e Gabriel entendeu que não eram monstros. O livro passou no crivo, no teste de qualidade”, brinca.

Diretora da rádio CBN, Mariza já tinha se aventurado pela poesia, escrevendo ‘Fio’ (ed. Jaboticaba, 2006) e ‘Privação de Sentidos’ (ed. 7Letras, 2008). Ela já tem uma terceira trama infantil pronta, feita com o marido, o escritor José Godoy. “Ainda não temos editora. É a história de um menino de 11 anos, que descobre que as meninas não são chatas. Para se aproximar de uma de quem gosta, ele decide escrever um diário”, adianta.

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