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'Eu apanhei e fui muito abençoada', diz Drica Moraes

Atriz viverá Cora, a vilã da nova novela das 21h da Rede Globo

Por karilayn.areias

Rio - ‘As vilãs de Aguinaldo Silva têm que ter saúde”, atesta Drica Moraes, 100% recuperada da leucemia que a tirou de cena em 2009. E haja fôlego para tanta ruindade que ela vai cometer ao longo da nova trama da Globo, ‘Império’, no ar dia 21. “Estou ótima, sem nenhuma restrição. Não posso nem falar muito alto, que eles (diretores) me botam para gravar de madrugada”, brinca a atriz.

Drica foi escolhida para dar vida a mais uma megera do novelista e, pelo pouco que se viu, tem passaporte garantido para a galeria das maiores vilãs da TV. Os saudosos de Perpétua (Joana Fomm, de ‘Tieta’, 1989) e de Nazaré (Renata Sorrah, de ‘Senhora do Destino’, 2004) não perdem por esperar Cora, uma solteirona, reprimida sexualmente, que morre de inveja da irmã, Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli). Na primeira fase, ela será interpretada por Marjorie Estiano. “Ela tem uma relação doentia, queria ser e possuir tudo o que a irmã tinha. Se fosse um bicho, seria uma cobra”, define Drica.

Drica Moraes como Cora na novela 'Império'Divulgação

Para se ter uma ideia do potencial de maldade, no leito de morte de Eliane, Cora chora ao mesmo tempo que gargalha, sádica e rancorosa, com prazer do momento fúnebre: “Essas vilãs do Aguinaldo são tão perversas e inesperadas que é gostar ou não gostar. Não tem meio termo.”

E o fato de Eliane sofrer de câncer não abalou o emocional da atriz: “É parte da minha bagagem. A gente está na chuva para se molhar. Não é a minha história, é de outra pessoa. A doença faz parte da vida e os personagens lidam com isso. O que posso dizer é que tive mais elementos para lançar mão na hora do ‘gravando’. Apanhei e fui muito abençoada. Tenho uma vida linda”, destaca.

Encarnar uma malvada, hoje, é contar com a torcida do público. “As pessoas estão exercendo mais suas vilanias e essas personagens são muito ricas, elas podem bancar a heroína, a palhaça, a pobre coitada... São muito libertárias, isso é um prazer”, justifica. Difícil é se livrar da carga dramática: “É um volume tão grande de trabalho, de intensidade de emoção, que, ou você desgruda rapidamente ou cai doente. Tem que exercitar essa facilidade de se desprender, senão dá um cansaço na alma. Saio sem maquiagem, ligo para alguém, vou me conectando com a vida.”

Quem não está gostando dessa novidade é Mateus, de 5 anos, filho da atriz: “Contei que ele vai ficar muito pouco comigo e não vai poder ver a novela. Ele está revoltado, uma pequena Cora. Mas não é para criança, né? Acho que nesse horário os pais deviam desligar a TV e abrir um livro. Na minha última novela (‘Guerra dos Sexos’), ele ficava bravo quando eu beijava o Fernando Eiras, achava injusto, chorava, agora ele já entende”, diz Drica, que não planeja adotar outro filho. “Vou fazer 45 anos, estou numa outra fase da vida.”

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