Rita Lee é homenageada em CD e show

Cantora e guitarrista, Crikka Amorim teve a benção da 'Rainha do Rock'

Por leonardo.rocha

Crikka AmorimCristiano Soares

Rio - Conhecida como a Rainha do Rock Brasileiro, Rita Lee terá seus grandes sucessos turbinados no palco pela roqueira Crikka Amorim, hoje (sábado, 18), às 21h, no Solar de Botafogo (Rua General Polidoro 180). Cantora e guitarrista, Crikka é ex-integrante do legendário grupo vocal carioca Garganta Profunda e agora lança no CD 'Pirataria' essa homenagem à ídala.

Batemos um papo com ela, sobre Rita, guitarras, roquenrol e TPM! Confira:

O DIA: Você vem de uma família de mulheres (são três irmãs, uma delas teve duas meninas gêmeas e a mãe). Como é/foi lidar com... a TPM!?

Crikka: Para nós sempre foi fácil administrar, porque quando convivem muitas mulheres juntas, os ciclos ficam juntos. É verdade! Todas menstruam mais ou menos juntas e, por conta disso, as TPMs também! Você só percebe a TPM quando não está nela. Meu pai, coitado, sofria com todas as mulheres em casa loucas ao mesmo tempo!

O DIA: Você toca guitarra... como foi sua formação? É autodidata? Quem são seus heróis da guitarra preferidos?

Crikka: Comecei com violão. Minha irmã mais velha tocava e me ensinou alguns acordes e aí, sozinha, comecei praticar! Depois fui me aprofundar mais. Estudei violão clássico e popular. Sempre escutei de tudo, principalmente, música brasileira e nela temos grandes guitarristas e violonistas. Hélio Belmiro, Pepeu Gomes, Raphael Rabello, entre muitos outros e, lá de fora, Jimi Hendrix, Santana, Paco de Lúcia... Nossa... são tantos! Gosto de cada um de uma forma... Timbre, sensibilidade, condução melódica e harmônica....

O DIA: Você abriu shows do legendário grupo de rock progressivo Jethro Tull... Chegou a conhecer de perto o vocalista Ian Anderson? Como ele é pessoalmente? Como foi essa experiência?

Crikka: Foi um momento muito lindo e marcante pra mim! Pisar no mesmo palco daqueles caras que fizeram parte da minha formação, que eu ouvi e curti tanto aquele som! Tivemos um contato rápido mas, ele foi bem carinhoso! Aliás, todos da banda foram bem simpáticos e, para mim, foi um desafio porque, imagine abrir o show dos caras, na Áustria, com o público que foi lá pra vê-los e aí, entre aquela louca, brasileira, tocando música... brasileira! Eu tinha um grupo chamado Samambaia, que era formado junto com dois músicos austríacos, um guitarrista e um percussionista! Muito suingue, com certeza, mas tive conquistar cada um deles... E conquistei.. Deu muito certo! Foi mágico!

O DIA: O Garganta Profunda não existe mais? Você fundou o grupo? Detalhe sua passagem por esse célebre grupo vocal?

Crikka: Eu fiz parte da primeira formação deles. Foi muito importante para mim em todos os sentidos.. Trabalhar em grupo, com 23 pessoas é, no mínimo, uma aventura! Me deu um impulso legal pra minha carreira solo. Era um grupo ousado, irreverente mas, com uma consistência musical grande E os arranjos do Marcos Leite eram geniais!

O DIA: Esse projeto em homenagem a Rita Lee... a própria, já viu o espetáculo ou ouviu o CD? Já teve um retorno dela, se conhecem?

Crikka: Esse projeto caiu nas minhas mãos como um grande presente! A SaladeSom Records me convidou a fazer um CD interpretando algum artista e eu escolhi a Rita. Ainda não tive o prazer de tê-la na plateia mas, ela ouviu o CD sim! Foi uma querida, me "abençoou", ela adora o disco... Tudo muito lindo! E, na época da gravação, eu fui a única artista que teve a permissão dela para gravar! Fiquei muito orgulhosa de tudo!

O DIA: Por que Rita Lee? É sua roqueira preferida?

Crikka: A primeira vez que toquei numa rádio foi a Rita quem colocou.

Foi num programa que ela tinha na Rádio Cidade chamado "Lita Ree", onde ela tocava as demos de artistas novos. Ela tocou minha música inteira...duas vezes! Quase tive um treco.... E sempre foi assim, ela sempre foi uma referência pra mim e, nos momentos importantes da minha vida, de alguma forma ela estava presente! É a Rainha... Adoro!

O DIA: Roqueiro brasileiro, ainda tem cara de bandido?

Crikka: Ôrra meu! Roqueiro é acima de tudo atitude! Essa não muda nunca.... "Essa vida é muito louca e loucura pouca é bobagem!" Mas, acho que bandido hoje, tem outra cara!

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