Por tabata.uchoa

Rio - O cenário mais boêmio da cidade, palco frequente de festas e shows, recebe amanhã mais uma atração para o seu currículo: o Cinesolar, cinema itinerante, desembarca, às 19h, pelos Arcos da Lapa para a primeira sessão no Rio de Janeiro. O projeto, com entrada franca, é uma intervenção artística, que mistura música, cinema e artes visuais. O diferencial? Tudo 100% sustentável. O Cinesolar é equipado com placas solares que armazenam a energia do sol e a convertem em elétrica. Assim, a exibição fica ecologicamente correta.

A estrutura armada do CinesolarDivulgação

“Além da questão do meio ambiente, outro diferencial do nosso projeto é que teremos sempre filmes brasileiros, não importa se antigos ou estreias. Também procuramos exibir longas que não tenham tido tanta repercussão na imprensa, que não tenham sido sucessos de bilheteria. A ideia é levar filmes que sejam mais difíceis de encontrar”, explica Cynthia Alario, organizadora do Cinesolar, que exibirá o longa ‘Saneamento Básico’, com Wagner Moura e Fernanda Torres, amanhã, além da pré-estreia do curta ‘Contos Urbanos’, de Tarsilla Alves e Fernando Mamari.

Quem comparecer ao evento vai poder curtir não só o cineminha, mas várias outras atividades. Antes da sessão, acontecerá uma revoada de origamis de tsuru (ave sagrada do Japão), enquanto a harpista Alice Emery toca sob os arcos. Depois da exibição do filme, a banda Um Porém Dois encerra a noite, lançando seu novo álbum, ‘Dentro’.

Desde seu início, em junho do ano passado, o projeto já reuniu mais de 17 mil pessoas em 110 sessões por vários cantos do Brasil. “Uma das nossas preocupações é levar o cinema para cidades que não têm muitas salas, para um público que não tem fácil acesso à arte”, destaca Cynthia. Desde o início do projeto, já foi economizada energia equivalente a 675 horas de uma geladeira ligada sem interrupções.

Para quem quiser ir, a organizadora garante que a oportunidade é ideal para ver uma real iniciativa sustentável. “O legal do Cinesolar é poder mostrar na prática para as pessoas como funciona uma ação de sutentabilidade. Dá para ver o que a gente pode fazer de diferente além de tomar um banho mais curto. É uma proposta artística de repensar a maneira como se usa a energia no Brasil”, analisa.


 

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