Carioca leva prêmio de melhor filme em mostra em Tiradentes

Festival prioriza espaço para a produção de novos cineastas

Por daniela.lima

Rio - Marcada por debates sobre o lugar do cinema hoje, a Mostra de Tiradentes encerrou sua 18ª edição com o filme de um jovem diretor carioca como vencedor. ‘Mais do Que Eu Possa Me Reconhecer’, de Allan Ribeiro, foi considerado o melhor longa-metragem da Mostra Aurora pelo Júri da Crítica. Como prêmio, a equipe voltou para o Rio de janeiro com R$ 50 mil dados pelo Itamaraty. 

Equipe do filme carioca%3A Will Domingos%2C Allan Ribeiro e Douglas SoaresLeo Lara/Universo Produção


Na produção vencedora, vemos um artista plástico que descobre na videoarte uma companheira de vida. “A Aurora foi o melhor espaço para esse filme estrear, porque é onde esse tipo de trabalho vai ser visto pelo público e pela crítica, recebendo uma atenção que ele não teria em outros festivais”, disse Allan Ribeiro, referindo-se ao espaço dedicado aos primeiros filmes de cineastas iniciantes.

"A Mostra de Tiradentes está muito atenta a esse tipo de filme. Mais do que a ideia de fortalecer o mercado, como discutimos durante o festival, é urgente que se construa uma história do nosso cinema sem ignorar as diferentes formas de expressão dele”, avalia Francis Vogner, um dos curadores do evento.

“Já ouvi pessoas dizendo que a Mostra de Tiradentes é restrita ao experimentalismo. Isso não é verdade. Não inventamos filmes, apenas damos visibilidade a uma série de produções interessantes”, defende Vogner, referindo-se às preferência de trabalhos autorais para a seleção de filmes. “Ao serem exibidos em um festival, esses filmes têm mais chance de carreira. Sem isso, teriam poucas chance de chegar ao público no grande circuito”, acredita ele.

Aliás, a premiação provou que o foco da 18ª edição do evento era mesmo a diversidade. Com temas e estéticas completamente diferentes, além do carioca, outros filmes saíram campeões da mostra. O documentário mineiro ‘O Dia do Galo’, de Cris Azzi e Luiz Fernandes, caiu no gosto do júri popular, com a história sobre o dia em que dez torcedores viram o Clube Atlético Mineiro conquistar a Copa Libertadores da América.

Entre os curtas, duas produções paulistas saíram vencedoras. ‘Outubro Acabou’, dirigido por Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, faturou R$ 15 mil do Prêmio Aquisição do Canal Brasil. Já ‘De Castigo’, de Helena Ungaretti, foi eleito melhor filme de curta-metragem também pelo júri popular, que votou após todas as sessões da mostras competitivas.

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