No cinema, Cleo Pires é desprezada por Malvino Salvador e tenta reconquistá-lo

Atriz é a grande estrela da comédia romântica, ‘Qualquer Gato Vira-Lata 2’, que estreia amanhã nos cinemas

Por daniela.lima

Cleo Pires é a protagonista de ‘Gato Vira Lata 2’Fernando Souza / Agência O Dia

Rio - Você recusaria um pedido de casamento de Cleo Pires? Acha que ela teria alguma dificuldade em fazer um homem ‘comer na mão dela’? Essas duas situações, quase improváveis se pensarmos na beleza da atriz, estão no filme ‘Qualquer Gato Vira-Lata 2’, que estreia amanhã. Rejeitada, sua personagem, Tati, faz de tudo para reconquistar o namorado Conrado (Malvino Salvador), num vale-tudo do jogo da sedução.

“Os moralismos são muito chatos: o que o homem tem que fazer, o que a mulher tem que fazer. As coisas deveriam ser trabalhadas sob outra perspectiva”, dispara Cleo Pires. “Não tem regras, tem circunstâncias. Basta você usá-las a seu favor”, completa ela, que não acredita em manuais de conquista, mas acha que vale entrar em certos jogos para conseguir o que quer.

“Se você sabe que aquele cara não vai te levar à sério por algum motivo, tem que entrar no jogo dele. O que não é se reprimir”, alerta Cleo, que na pele de Tati, coloca sua teoria em prática. No filme, ela planeja pedir o namorado Conrado (Malvino Salvador) em casamento durante uma viagem a Cancún. Diante de câmeras escondidas, para dividir o momento com amigos e familiares, ela faz o pedido, mas as coisas acabam saindo bem diferentes do que havia desejado. Em vez de ouvir ‘sim’ como resposta, Tati precisa engolir um ‘posso pensar?’.

A partir daí, o caos se instaura no relacionamento do casal, que começa a travar uma verdadeira batalha. Para complicar ainda mais a situação deles, dois personagens entram para apimentar a trama: Angela (Rita Guedes), a ex de Conrado, e Marcelo (Dudu Azevedo), ex de Tati. Enquanto Angela passa a dar dicas à personagem de Cleo de como fazer um homem ‘comer na mão dela’, Marcelo vê o momento perfeito para tentar uma reconquista.

CONSELHOS DO PAI

Sobre reconquista e amor, ninguém melhor do que Fábio Jr. para dar conselhos à própria filha em uma participação especial no longa. “A ideia de chamar meu pai para o filme foi minha. Acho que a Tati (personagem dela) tem uma ligação maior com o pai, não sei porque, mas vejo isso nela. Quando meu pai leu a cena, disse: ‘Você conversou antes com o pessoal do filme? Porque parece que escreveram a nossa história’”, conta Cleo. Na cena, depois de dar tudo errado no navio, Tati encontra o pai e ele diz que a ama muito e que gostaria de passar mais tempo com ela. “A cena foi tão forte e cheia de emoção que só precisamos filmar um take. Ficou ótimo e logo em seguida caiu um tremendo temporal”, diz o diretor Roberto Santucci.

Baseado na peça homônima de Juca de Oliveira, o longa poderia sofrer críticas de machismo assim como a produção teatral. “Quando você faz um filme e fala que algumas regras funcionam, tem muita gente que anota. O negócio foi brincar, rir dessas patetices. Vejo o filme mais como uma brincadeira sobre machismo e feminismo”, afirma o roteirista Paulo Cursino.

Mas não pense que machismo é coisa apenas de homem. Tanto Cleo quanto Dudu Azevedo e Malvino Salvador concordam que muitas mulheres tomam atitudes desse tipo. “A sociedade continua machista, sim, e vejo isso na mulher também. Muitas vezes nem é um machismo consciente, é inconsciente mesmo”, analisa Malvino.

“Você é influenciado de alguma forma. Ou tem um grupo de amigos ou cresceu em uma família assim e acaba reproduzindo o comportamento dela”, reflete Dudu, que dá vida a um playboy mulherengo.

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