Ricardo Cota é o novo curador da Cinemateca do MAM

Espaço reabre para o público na próxima terça-feira

Por daniela.lima

Crítico de cinema do DIA planeja digitalizar a sala do museuDivulgação

Rio - A Cinemateca do MAM (Museu de Arte Moderna) já foi referência entre os cinéfilos cariocas. Mas os tempos áureos das décadas de 60 e 70 acabaram sucumbindo a problemas técnicos e esvaziamento de sua sala. Nada que a maturidade dos 60 anos não possa reverter. No mês em que completa seis décadas, o espaço ganha de presente uma nova curadoria, que promete sacudir a poeira das cadeiras vazias com programação que começa hoje, elaborada pelo colunista do DIA e crítico de cinema Ricardo Cota.

“O presidente do MAM, Carlos Alberto Chateaubriand, se questionava por que a Cinemateca não mantinha a média de público das exposições da galeria”, conta Cota, ressaltando que sala costumava ter em média quatro pessoas por sessão. Foi daí que partiu o convite para ele assumir o cargo de Gilberto Santeiro, morto recentemente. Mas, como dizem que cinema é um trabalho coletivo, neste caso não foi diferente.

Para garantir a abertura da nova programação, marcada para hoje à noite com sessão para convidados do curta ‘Quando Parei de Me Preocupar com Canalhas’, um projetor foi cedido por cinéfilos amigos.

Conseguimos agora, para as primeiras sessões, um projetor com os sócios do Cine Joia, o Raphael Camacho e o Raphael Aguinaga. Graças a eles, vamos conseguir fazer isso logo este mês”, comemora. 

No dia 14, a Cinemateca reabre para o público com uma homenagem aos seus 60 anos. Por lá, acontecerá a pré-estreia de ‘Tudo Por Amor ao Cinema’, documentário sobre Cosme Alves Netto, o curador mais carismático do espaço, segundo Cota. Daí para a frente, a estratégia é bolar mostras comemorativas, como a que celebrará os 50 anos de carreira do cineasta Luís Carlos Lacerda, o Bigode.

“O primeiro passo é modernizar a sala de exibição, que ainda não tem um projetor à sua altura”, diz Cota, que busca recursos para digitalizar a sala. “Vamos buscar parcerias públicas e privadas. Assim, teremos acesso à cinematografia do mundo todo com muito mais facilidade”, acredita o curador. Enquanto isso, é muito bem-vinda a colaboração das outras cinematecas que se formaram na cidade após a pioneira do MAM.

“O Estação Net Botafogo, Odeon e o Instituto Moreira Salles já estão pensando coisas com a gente”, diz. “Só a divulgação dessas duas sessões, em menos de 20 dias, já nos levou a ser procurados por mais três cineastas querendo lançar seus filmes aqui. O esforço é para atrair público e retomar o prestígio do espaço.”

Os ingressos ficarão na faixa dos R$ 7 e a programação será divulgada no www.mamrio.org.br/cinemateca.

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