Sergio Guizé e Fabrício Boliveira no filme 'Além do Homem' - Olivier Cocaul/Divulgação
Sergio Guizé e Fabrício Boliveira no filme 'Além do Homem'Olivier Cocaul/Divulgação
Por Gabriel Sobreira

Rio - Em cartaz desde a última quinta-feira, o longa 'Além do Homem' é uma proposta do diretor e roteirista Willy Biondani de mostrar ao público mais uma experiência sensorial do que uma narrativa convencional. "Acho que hoje em dia é muito importante criar a reflexão sobre a necessidade de se ter utopias no público jovem, sinto que estamos diante de uma geração de brasileiros sem esperança", diz Biondani.

Na história, o escritor brasileiro Alberto (Sergio Guizé) mora em Paris há anos e não tem a menor vontade de voltar ao Brasil. Tudo muda quando um antropólogo francês desaparece no interior brasileiro e Alberto se vê obrigado a retornar à terra natal para transformar a história em livro.

No entanto, durante a viagem, entre medo e encantamento, o rapaz é guiado por Bethânia (Débora Nascimento) e descobre em tudo o que desprezava a beleza de sua própria identidade.

"Meu personagem precisou quebrar dogmas, entender o lado feminino e se redescobrir aos poucos. No filme, essa redescoberta vai acontecendo por meio da poesia. O Alberto começa de um jeito e termina outro homem, assim como eu terminei outro depois do filme", afirma Guizé.

Débora Nascimento lembra que ficou encantada quando leu o roteiro do filme. Para compor a personagem, a atriz buscou inspiração na natureza, em deusas, em forças e poderes femininos. "Ela tem essa função de tentar resgatar o brasileiro que nega o Brasil e repudia tudo o que a nossa terra representa. É muito bacana lançar o filme nesse momento, em que tive a Bella. É como um segundo filho", entrega a atriz, referindo-se à filhinha de dois meses com o ator José Loreto.

No mesmo caminho de reencontro com as raízes está também o ator Fabrício Boliveira, que interpreta o taxista Tião. "O meu personagem é um retrato de um brasileiro. O filme fala de nos reconectarmos com nós mesmos. Vivermos a nossa cultura. Acho que o filme chega em um momento mais que necessário. Em que também precisamos aprender um pouco com o Alberto (Guizé)", destaca Boliveira.

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