Thomas Cook  -  coluna Vinho & Etc - Reprodução
Thomas Cook - coluna Vinho & EtcReprodução
Por REINALDO PAES BARRETO

Rio - Até meados do século 19 quem nascia num lugar (e se fosse vilarejo pior ainda) dificilmente conhecia outros lugares - salvo missionários, soldados ou marinheiros. Uma lei e dois homens mudaram radicalmente esse panorama dando início a maior indústria não poluente do planeta, o turismo. A lei é a Trabalhista que a partir da conferencia de Berlim, em 1890, concede vários direitos aos trabalhadores, inclusive uma folga semanal. Logo, tempo para sair da sua rotina.

O primeiro homem foi o britânico Thomas Cook (foto). Ele percebeu que mesmo as elites inglesas cresciam e viviam em seus castelos nos campos e não conheciam um vizinho a 100 km. Bolou, então, uma excursão a Londres e levou 570 pessoas. Aí percebeu que precisava reservar hotéis, restaurantes e tudo a bom preço. No passo seguinte criou mapas, roteiros e fotos sedutoras de lugares bonitos. Estava criada a cadeia produtiva do Turismo: agente de viagem, transporte e acomodação.

O segundo, o nosso brasileiríssmo Santos Dumont, que criou o avião e encurtou distâncias. Vocês já pensaram quantos bilhões de pessoas cruzam os ares em busca de novas paisagens, culturas e experiências gastronômicas! No Estado do Rio, por exemplo, um estrangeiro vai se surpreender de encontrar escargots, queijos extraordinários, frutos do mar, sobretudo ostras e vieiras muito saborosos, além de embutidos, coelhos e patos, doces e excelentes cachaças, licores e vinhos, sim, vinhos feitos em Secretário. Bom, cerveja então, nem tem graça: a rota cervejeira que compreende Petrópolis, Teresópolis e Friburgo é um espetáculo. Tudo a até aproximadamente 3 horas do Rio!

* Consultor de vinhos e gastronomia

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