Enzo Belmonte: músico virou sambista quando viu musical sobre Beth Carvalho
 - Divulgação/Reinaldo Thomaz
Enzo Belmonte: músico virou sambista quando viu musical sobre Beth Carvalho Divulgação/Reinaldo Thomaz
Por Ricardo Schott | [email protected]

Rio - Enzo Belmonte é um sambista jovem. Mentira: Enzo Belmonte poderia estar no 'The Voice Kids' cantando samba. O rapaz, que lança seu EP de estreia 'EPersonalidade do Samba' hoje, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, tem 16 anos. Seu interesse pelos cavaquinhos, banjos e tamborins começou há três anos, quando assistiu a 'Andança Beth Carvalho, o Musical'. Mas desde os 5 anos já se arriscava nos vocais, inspirado por um ídolo de infância que se tornou amigo e conselheiro: Seu Jorge.

"Ele até me aconselhava a andar por todos os ritmos, porque eu só escutava Seu Jorge antes de me chegar o samba. Sempre disse também para eu ouvir meu coração e respeitar meus pais", conta o garoto do Morro do Pinto, que viu Seu Jorge pela primeira vez quando sua mãe ganhou o DVD 'Ana & Jorge', dele com Ana Carolina. Um dia, numa viagem com os pais, cantou 'É Isso Aí', sucesso da dupla, num karaokê. A família gravou um vídeo de Enzo soltando a voz e o enviou para a produção do cantor.

"Eles ficaram malucos com o vídeo e me mandaram camiseta e ingresso para o show do Jorge em São Gonçalo", conta Enzo, que foi com os pais assistir ao show e nem pensava em ir aos camarins conhecer o astro. Acabou no palco. "O Pretinho da Serrinha (músico de Jorge) me viu e me puxou! E me deu o microfone. Cantei 'Mina do Condomínio' e depois fui ao camarim. Ficamos amigos", conta ele, que tem parcerias com o cantor.

ENREDO

Mangueirense, Enzo já compôs sambas-enredo. Mas para outra escola, a Vizinha Faladeira, que fica próxima à sua casa. "Me disseram que, antes de mim, só o Candeia tinha feito samba-enredo aos 16 anos. Comecei a escrever sambas aos 14 e depois passei a fazer samba de raiz", conta ele, que depois fez 'Minha Escola Querida', ao lado de Betinho do Cavaco, em homenagem à Mangueira.

No show, acompanhado por uma banda que inclui o parceiro Betinho (cavaquinho), Luciano Fogaça (direção musical e bateria), Luizinho Croset (cavaco 5 cordas) e Raphael Bombom (violão 7 cordas), entre outros, apresenta também músicas como 'Me Erra' (dele e de Fogaça) e releituras como 'Lama Nas Ruas' (Almir Guineto e Zeca Pagodinho), 'Retalhos de Cetim'(Benito Di Paula) e 'O Meu Lugar' (Arlindo Cruz e Mauro Diniz).

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