Dafé faz 71 anos com show no Rival e põe Pedro Bial para cantar

Cantor estourou em 1977 com o hit 'Pra Quê Vou Recordar O Que Chorei', quando já tinha dez anos de carreira

Por RICARDO SCHOTT | ricardo.schott@odia.com.br

Carlos Dafé: Hyldon, Don Beto, Pedro Bial, Theozin e amigos no rap no show de sexta-feira no Teatro Rival
Carlos Dafé: Hyldon, Don Beto, Pedro Bial, Theozin e amigos no rap no show de sexta-feira no Teatro Rival -

Rio - Sabe aquele encontro que você quer marcar com cinco amigos e que não rola nunca, por causa de problemas de agenda? Da próxima vez convide Carlos Dafé e sua filha produtora, Verônica, para organizar sua festa. O veterano cantor do soul nacional não brinca em serviço: alguns de seus shows costumam sempre contar com uma enorme lista de convidados. Nesta sexta, às 19h30, no Teatro Rival, ele comemora 71 anos com o show '7 Ponto 1 - Aniversário de Carlos Dafé', com 16 amigos no palco, numa escalação que vai do rap ao soul. E que inclui o encontro inédito do apresentador Pedro Bial com o filho cantor, Theozin.

"Você se assustou com essa lista? Rapaz, no meu show de 70 anos no Rival tinha 50 convidados no palco!", brinca o cantor, que foi ao 'Conversa com Bial' em abril falar sobre sua amizade com Tim Maia e ainda convidou o apresentador para cantar. Soube de um show de Theozin em São Paulo e, com a confirmação de Bial, propôs o encontro.

"Falei: 'E aí, Pedro? Você não vem aqui comer um bolo, tomar uma cerveja?' E ele: 'Pensei que você nem fosse me chamar!'. Ainda vamos decidir a música. Ele vai ler um poema também", brinca Dafé, que une gerações no Rival. Antigos camaradas como Gerson King Combo, Hyldon e Don Beto unem-se a sambistas como Paulinho Mocidade e a nomes mais recentes como Zulu King TR, DJ "A", Perviguladez e Snoopy Crioulo.

SOUL ANOS 1970

Dafé estourou em 1977 com o hit 'Pra Quê Vou Recordar O Que Chorei', quando já tinha dez anos de carreira. Além de gravar, também compôs músicas para um leque bem variado de artistas Tim Maia e Nana Caymmi entre eles. "O Almir Guineto até brincava que eu sou o 'clínico geral' da MPB. Não sou nada preconceituoso. Faço de tudo. Quando tocava jazz e bossa nova, ganhava dinheiro com música brega".

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