Lúcio Mauro Filho, finalista em 'Os Melhores Anos das Nossas Vidas' - Paulo Belote/TV Globo
Lúcio Mauro Filho, finalista em 'Os Melhores Anos das Nossas Vidas'Paulo Belote/TV Globo
Por Gabriel Sobreira

'Thundercats' ou 'As Meninas Superpoderosas'? 'Chorando Se Foi' ou 'Requebra'? Quem vai levar a melhor na final do programa 'Os Melhores Anos das Nossas Vidas', comandado por Lázaro Ramos, no ar hoje, na Globo? A década de 1980 ou a de 1990? Ingrid Guimarães, líder dos anos 90, confessa que é competitiva e que se empenha para levar o título. "Chegou uma hora que pensei: por que estou tão feliz de ter vencido? Se não tem nada (prêmio) para ganhar", brinca. "Achei engraçado é como (os 100 jovens) mudam rápido de opinião. De repente, está ganhando o programa, entra um número musical e (o placar) vira. São muito volúveis", lembra, aos risos.

RIVALIDADE

Já o rival da loura, Lúcio Mauro Filho, defensor dos anos 80, lista as várias razões para que o período dele deva ser eleito o vencedor do programa. Segundo o artista, a década de 1980 revolucionou a cultura pop e deixou o mundo mais leve. "A gente estava vindo de uma rebordosa de movimentos pelos direitos civis, de tantas guerras. E de repente a gente experimentou queda do Muro de Berlim com a união das Alemanhas, a redemocratização no Brasil e a volta do voto para presidente da República, com as Diretas Já", exemplifica ele.

"Na cultura nem se fala: Michael Jackson, Madonna, toda a revolução do pop, MTV, no cinema (o diretor Steven) Spielberg, 'ET', 'Indiana Jones'. Os filmes começaram a serem feitos para a juventude como o 'Curtindo a Vida Adoidado', 'De volta Para o Futuro'. A década de 80 tem valores em todos os setores", frisa o ator.

EXPERIÊNCIA

Ingrid resume a participação dela no programa como uma experiência divertida e emotiva. "Porque ao mesmo tempo que a gente se divertiu, relembrando coisas que a gente viveu, a gente pode reviver coisas de outras épocas e fatos marcantes que lembraram fatos da nossa vida", explica.

Para Lucinho, o sentimento é o mesmo. "É um programa que traz informação, cultura. Você pode cantar, dançar, tem coreografia. É uma experiência única que vivi ali. Tive que reunir todas as experiências de diversas áreas, como a motivação da plateia, que eu trouxe das minhas experiências como recreador de hotel (risos). É um programa que foi um grande laboratório", reforça o ator.

REPRESENTANTES

Nesse pouco mais de um mês no ar, passaram pelo palco do programa outros líderes, como Marcos Veras (1960), Marco Luque (1970) e Rafa Brites (2000). Lúcio Mauro Filho conta que a escolha dos representantes das décadas não foi à toa.

"A equipe toda é de artistas populares: Lazaro, Ingrid, Luque, Veras, Rafa. Acho que uma equipe como a nossa ajuda muito a lançar um produto novo. Participar desse programa teve esse plus. O desafio a mais que é você fazer uma coisa que ainda não foi feita. E descobrir durante o percurso como fazer ela melhor", comemora o artista.

A representante dos anos 90 faz coro. "Dividi o palco com colegas meus que adoro. Acho que um programa de auditório é um treino de improviso, fairplay e acho que todos que foram escolhidos têm essa rapidez. A gente teve um jogo de cena muito interessante foi uma competição saudável", destaca ela.

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