Fim de ano é tempo de refletir, pensar no que foi conquistado e fazer planos para os próximos 12 meses. A apresentadora Daniela Albuquerque ama esse período de festas e diz que sempre fica melancólica. Pensando nisso, em entrevista ao DIA, a primeira-dama da RedeTV! fez um balanço de 2018 e compartilhou o que andou pensando nos últimos dias.
"Posso falar várias coisas deste ano. No profissional, o mais legal é que eu percebi uma evolução no meu programa. Acho que foi um trabalho de formiguinha. O 'Sensacional' ganhou espaço, teve audiência, e hoje eu vejo que os convidados realmente querem participar", afirma ela.
Para o ano que vem, a meta de Dani é seguir conquistando audiência, patrocinadores e pautas divertidas. A lista de desejos, porém, não acaba por aí. "Tenho vontade de fazer cinema e, se Deus quiser, vou conseguir investir na carreira de atriz em 2019. Me formei há três anos, fiz um curta de preparação e agora penso em trabalhos maiores", assegura a artista.
Sem ter vontade de fazer novelas, Dani, que quer encontrar seu espaço como atriz, afirma que o cinema brasileiro está em ascensão, e essa é a hora certa para fazer testes. Segundo ela, outra opção bacana seria trabalhar nas séries da Netflix com um contrato que a permitisse continuar conduzindo o programa da RedeTV!.
"Acho um ótimo caminho porque é mais complicado eu trabalhar em outra emissora. Série, cinema e teatro é o que tem mais a ver comigo", garante, sem a intenção de deixar o 'Sensacional' para realizar o sonho de ser atriz.
CAMINHO DIFÍCIL
Embora esteja confiante, Daniela sabe que suas metas vão exigir esforço e os resultados não dependerão apenas dela. No meio artístico, a apresentadora diz sofrer preconceito por ser mulher do patrão e acredita que isso pode interferir na conquista de seu novo objetivo. Ainda assim, ela afirma que não vai desistir fácil, pois ficou "calejada" após sofrer ataques todos esses anos.
"Nas redes sociais, então, recebo muitas mensagens pesadas. Tem a diferença de idade, a condição financeira do meu marido. Não gosto do que leio, mas também não me sinto a coitadinha. A humanidade é assim e, diante de tantos tipos de preconceito, o que eu enfrento é fichinha", minimiza.
Aos 36 anos, Dani acredita que atingiu um nível de maturidade que a fez enxergar a vida de outra forma. As próprias ofensas que recebe diariamente ganharam outro tom quando ela entendeu que ignorar é a saída. "Enquanto ficam com isso, estou sendo feliz. Não fico mais remoendo. Quando você se incomoda, o preconceito fica dentro de você e eu não quero isso no meu coração, ainda mais tão perto do Natal", argumenta.
Focada em dar o seu melhor todos os dias, a moça diz que sabe encarar as críticas construtivas, mas não tolera provocações. Além da idade, ela acredita que conseguiu alcançar esse "nível de maturidade" com a ajuda da terapia que frequenta há pouco mais de 12 anos.
"Eu sei que comecei bem crua na televisão, mas não fiquei na zona de conforto, achando que tudo estava bom. O grande barato da vida é se renovar, crescer, ver o que dá para melhorar, e eu sempre fiz isso. Estudo inglês, faço fono e nunca deixei de estudar porque penso que temos que nutrir o cérebro", valoriza.
MUITO FAMÍLIA
Quando a intenção é falar de algo que não seja relacionado ao trabalho, Daniela já envolve as filhas, Alice, 6 anos, e Antonella, 3. Dedicada, ela conta que participa de tudo que as garotinhas fazem e é daquelas mães corujas, que brincam de boneca, rezam antes de dormir e se esforçam para passar bons valores.
Para ela, a maternidade é prazerosa e tem um peso especial por também ter despertado seu lado escritora. Isso tudo aconteceu quando ela percebeu que poderia juntar algumas anotações que fazia em casa, no dia a dia com as pequenas, para fazer um livro. A princípio, a ideia era lançar a obra em 2018, mas por ter sido um período conturbado por causa da Copa e das eleições, Dani deixou o projeto para o ano que vem.
"Não tenho data ainda, mas pretendo lançar o livro antes do Dia das Mães", afirma a artista. Para acelerar a produção dos textos, que abordarão temas como a importância do parto normal e o aleitamento, ela diz que não vai desfilar no Carnaval de 2019 e afirma que a intenção é usar sua experiência para ajudar mães de primeira viagem a entenderem que todas as mulheres passam pelas mesmas inseguranças.
"Educar um filho é muito difícil e eu também vou falar disso no livro. A gente tem que se reeducar para poder exigir dele. Às vezes, a gente corrige a criança e depois percebe que faz exatamente o que falou que não era para ela fazer, sem pensar em dar exemplo", diz ela, que admite ser "vigiada" pelas filhas. "As meninas cobram de mim, lembram quando esqueço de pedir desculpa por ter feito algo errado, puxam minha orelha quando gasto muita água, e isso me transforma em um ser humano melhor", completa.
Perto dos 40 anos, Dani confessa que pensa em tentar um menino antes de fechar a fábrica, mas revela que o marido fica um pouco receoso. A educação, segundo ela, não seria problema. Com facilidade para colocar as herdeiras na linha, a primeira-dama da RedeTV! conta que detesta criança que faz birra em shopping, pensa que madrinha existe só para dar presente e acha que pode ter tudo o que quer.
No clima do Natal, inclusive, a apresentadora garante que mostrará para as filhas que é importante dividir as coisas, já que o amor é o que importa, e aproveita para revelar que a noite em sua casa será mágica, pois tem tudo para contar com a presença de sua querida avó, de 92 anos.
"Estou tentando trazê-la para São Paulo. Aqui, vamos usar vestido vermelho e fazer aquela festa", vibra Dani. Já o Réveillon, segundo a apresentadora, será pulando ondinhas em Angra dos Reis e mentalizando os pedidos, que não são poucos, para 2019.
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