Uma morte e muitos suspeitos em minissérie

Baseada no livro 'Se Eu Fechar os Olhos Agora', produção estreia em abril na Globo e no Globoplay

Por O Dia

Isabel (Débora Falabella)
Isabel (Débora Falabella) -

A Globo marcou para abril (também no Globoplay) a estreia da minissérie 'Se Eu Fechar os Olhos Agora', escrita por Ricardo Linhares, baseada no livro homônimo de Edney Silvestre. A produção, que tem no elenco nomes como Débora Falabella, Antonio Fagundes, Milton Gonçalves, Murilo Benício, Mariana Ximenes e Gabriel Braga Nunes, trata de temas como racismo, intolerância e mulheres à frente do seu tempo.

"Eu abordo a forte repressão da época. A sociedade era controlada pelo patriarcado branco, que ditava a hipocrisia do jogo de aparências", explica Linhares. "A trama trata da dificuldade dos relacionamentos amorosos, familiares e sociais, e dos segredos que cada um esconde para representar o seu papel na comunidade. São Miguel é um microcosmo do Brasil, das relações de poder e opressão. A discriminação, a intolerância com comportamentos que desafiam as regras e o racismo são questões atuais, cujas raízes estão no passado", completa o autor.

A TRAMA

A história começa com as lembranças de Paulo (João Gabriel D'Aleluia/Milton Gonçalves) na fictícia São Miguel. Ao lado do amigo Eduardo (Xande Valois), o jovem Paulo aprende que as relações entre os adultos é muito mais complexa do que parece. Um dos clímax da trama é quando os amigos encontram o corpo da jovem Anita (Thainá Duarte) à margem de um lago.

Acusados de um crime que não cometeram, eles percebem que existe um mistério em torno do caso, envolvendo figuras importantes da sociedade de São Miguel, como o prefeito Adriano Marques Torres (Murilo Benício), a primeira-dama Isabel (Débora Falabella), o empresário Geraldo Bastos (Gabriel Braga Nunes) e sua esposa Adalgisa (Mariana Ximenes). Isso sem contar o dentista e marido da vítima, Francisco (Renato Borghi). Todos mantinham relações obscuras e dúbias com Anita. "É uma série que se passa na década de 60, mas com muita identificação com o que a gente vive hoje. As mulheres da história são muito reprimidas e tentam, a todo custo, sair dessa bolha", adianta Débora.

Por conta própria, os adolescentes iniciam uma investigação e acabam conhecendo o enigmático Ubiratan (Antônio Fagundes), a quem pedem ajuda. "O principal na história não é quem matou Anita, e sim por que existe tanto silêncio em torno do passado daquela mulher", explica Ricardo.

 

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