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Por O Dia
Rio - O mês da Consciência Negra não poderia começar melhor para Noemia Oliveira. A atriz, que hoje integra o elenco fixo do Porta dos Fundos, está de malas prontas. Ela chega em breve em Salvador, para o XV Panorama Internacional Casa de Cinema, que acontece até o dia 06 de novembro. Hoje e domingo será exibido o filme 'Eu, Minha Mãe e Wallace', obra dirigida pelos irmãos Carvalho (Eduardo Carvalho e Marcos Carvalho) e que tem Noemia fazendo a sua estreia no cinema com a personagem Vanessa. O trabalho inclusive lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

"Esse filme foi a minha primeira experiência com cinema. Eu já estava trabalhando com teatro há 17 anos e não tinha vivido isso. Fiquei sabendo que os irmãos Carvalho estavam precisando de uma atriz para um papel. Mandei um vídeo e me chamaram para fazer o teste. Fui aprovada e participei de encontros com o elenco", lembra a atriz.

Na obra, Noemia vive as dores de uma mãe preta que cria a filha sozinha na favela. "Depois de 10 anos, o pai da criança sai da cadeia e volta para conhecer a filha. Mas, quando ele aparece, a personagem diz que ele foi lá para consertar a geladeira. E é daí que a história se desenrola. É um filme sobre a não relação entre um pai e uma filha e sobre essa mãe que se virou para criar a filha sozinha".

Sempre vista nos vídeos do Porta fazendo críticas de forma bem humorada, neste trabalho, os fãs da atriz verão seu outro lado. "Foi um grande desafio. A Vanessa tem uma carga dramática muito grande. Foi muito importante fazer esse trabalho. Ele me abriu portas. Depois desse trabalho, eu fiz dois longas, fui trabalhar no Porta dos Fundos, os diretores entraram pra Globo, a assistência de direção também. Muitos talentos foram descobertos. Eu costumo dizer que a profissão é difícil, mas há uma diferença quando a gente tem oportunidade e reconhecimento".

Dividindo os holofotes com o veterano dos cinemas Fabricio Boliveira, Noemia entrega o quanto o ator foi companheiro. "Rolou uma parceria incrível com o Boliveira. Ele é um excelente ator e um excelente colega de trabalho. Me ensinou muitas coisas. Achei lindo na postura dele, ele deixar de lado a experiência que ele já tinha e descobrir tudo de novo junto comigo. Fiquei nervosa ao saber que era ele, mas ele foi maravilhoso. Tanto que quando eu recebi o prêmio por esse curta, eu disse que era um prêmio nosso. Foi um trabalho de equipe muito bonito", finaliza a artista.