Jakson Follmann comenta o favoritismo no 'PopStar'

Ex-goleiro conta que já recebeu convites para fazer shows e avalia carreira na música. "Se for da vontade de Deus...", diz

Por Gabriel Sobreira

Jakson Follmann no 'PopStar', da Globo
Jakson Follmann no 'PopStar', da Globo -

Rio - Desde que estreou no 'PopStar', o ex-goleiro Jakson Follmann, de 27 anos, saiu na dianteira e tem liderado o ranking do reality musical da Globo. Antes do programa, ele só cantava em casa para familiares e amigos, ou quando tinha 7 anos e soltou a voz em festivais em Alecrim (RS), sua cidade natal. "Já recebi convite para fazer show, mas neste momento quero focar 100% no programa", avisa ele que, no último domingo, somou a maior nota do dia (30,69) e conquistou a imunidade para a disputa de amanhã e não será julgado.

"Com certeza, o favoritismo pode atrapalhar, e muito, pois qualquer erro pode ser muito grave dentro da competição, ainda mais agora que em todo programa uma pessoa é eliminada. Tudo pode acontecer. Então, quando subo no palco, procuro ficar bastante focado", explica ele, que é fã de sertanejo, MPB e pop.

Cantor

Questionado se investiria em uma carreira artística, ele diz que "o futuro a Deus pertence". "Se for da vontade Dele, vou sentar junto a minha família e ver o melhor para mim", desconversa. O líder da competição musical admite que ainda pode melhorar em vários aspectos quando se trata das apresentações. "Estar diante das câmeras continua sendo um grande desafio. Quero melhorar a presença de palco, conseguir me soltar mais, ser menos tímido. Mas, independentemente de tudo isso, quero continuar sendo o mais verdadeiro possível", diz.

Superação

No último dia 29 de novembro, o acidente com o avião da delegação da Chapecoense completou três anos. Follmann, que foi um dos seis sobreviventes da queda da aeronave, conta que a música o ajudou muito na recuperação. No domingo, dia 1º de dezembro, ele escolheu a canção 'Impressionando os Anjos' para um dueto com Gustavo Mioto no programa. "Cantar essa música foi uma forma de homenagear as famílias e meus amigos que partiram. Gratidão por poder fazer essa singela homenagem", frisa.

O participante afirma que tem se recuperado bem. "Graças a Deus. Respeito muito meu corpo, pois tive muitas lesões. Sei até onde vão as minhas limitações. Tenho desconfortos, principalmente no meu tornozelo esquerdo e no meu pescoço, onde tenho um parafuso na cervical", revela ele, que guarda sequelas da tragédia. "Tenho medo, sim, de voar. Costumo não voar à noite e, se possível, sempre na poltrona da janela. Procuro entrar, fazer minha oração e deixar nas mãos de Deus", revela.

Paternidade e amizades

PRIMEIRO FILHO

No campo pessoal, Jackson está na expectativa da chegada de seu primogênito, Joaquim. Andressa, mulher dele, está no oitavo mês de gestação. "Em fevereiro, ele estará conosco. Quero ser um pai presente, acompanhar o crescimento do meu filho, estar junto a ele nas pequenas conquistas. Acredito que são essas conquistas que fazem a diferença. Quero ser para o Joaquim o que meu pai foi para mim na minha infância", deseja.

BASTIDORES

Fora das câmeras, o ex-atleta diz que o clima entre os participantes é muito bom e que eles se ajudam bastante. "Dando conselhos uns aos outros e nos trabalhos de fono. Isso é importante, pois mesmo sendo uma competição, sabemos que independentemente de quem for subir ao palco para se apresentar, estaremos torcendo uns pelos outros. Estamos todos passando pela mesma situação", destaca.

Jakson conta que quer passar uma mensagem positiva para quem o assiste. "Nada nessa vida é impossível, basta você querer, persistir e correr atrás. Acredito que a vida só é bonita para quem vê beleza nela", defende.

Jogadores sobreviventes

Na tragédia com o avião da Chapecoense em 2016, na Colômbia, sobreviveram três jogadores: Jakson, o zagueiro Neto e o atacante Alan Ruschel. Ontem, coincidentemente, Neto, aos 34 anos, anunciou sua aposentadoria. O jogador havia tentado retornar aos gramados na atual temporada, fez treinos com bola em março, mas sentiu muitas dores e decidiu abandonar o esporte.

Neto, que foi o último sobrevivente a ser resgatado da tragédia que culminou com a morte de 71 pessoas, foi convidado para entrar em campo na vitória por 3 a 0 diante do CSA, na última partida da Chapecoense na Arena Condá em 2019. Mas não se sentiu em condição de retornar aos gramados. A expectativa era de que ele fizesse a pré-temporada com a equipe, já que o zagueiro tem contrato com a Chapecoense até dezembro de 2021. O jogador também foi extremamente atuante na defesa dos familiares das vítimas do acidente.

Já Alan Ruschel ainda está nos gramados. O atacante estava emprestado ao Goiás, mas retornou ao clube de Chapecó após o fim de contrato. Sua ida da Chape para o Goiás, em agosto, foi tida como bastante discreta, a ponto de pessoas bem próximas falarem a respeito de seu descontentamento com a ausência de integrantes da diretoria do time em sua despedida.

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