Ótimo negócio: Dilsinho se consagra como cantor mais ouvido no país

Coim mais uma leva de sucessos no pagode romântico, carioca lança o DVD 'Open House'

Por Juliana Pimenta

Dilsinho
Dilsinho -

Rio - Lançado na última sexta-feira, o DVD 'Open House' reúne os mais recentes sucessos da carreira de Dilsinho. Lançado nacionalmente com o single 'Péssimo Negócio', o pagodeiro de 28 anos espera que o trabalho agrade aos fãs. "É um projeto muito importante para a minha vida e para a minha carreira. As expectativas são as melhores possíveis, porque como a gente vem lançando músicas desse projeto desde março e as pessoas estão ouvindo muito".

Mas, por mais que os primeiros clipes já tenham feito sucesso, o cantor ainda está ansioso para o retorno sobre o trabalho completo. "Sempre tem frio na barriga. Se eu falar que não, é mentira. Agora começa um novo momento. Eu quero é que as pessoas ouçam 2, 3, 10 vezes mais do que já estão ouvindo hoje", brinca o carioca que, de acordo com levantamento do Spotify, é o cantor mais ouvido do país.

"Chega a me assustar isso aí. Uma vez, eu vi uma frase que era 'sem saber que era impossível, ele foi lá e vez' e me identifiquei muito. Acho que tenho um pouco disso dentro de mim. Além disso, eu e meus fãs temos uma conexão muito grande. A gente se entende muito e eu procuro manter o pé no chão em relação a tudo isso que está rolando. Mas fico muito feliz de ser o cantor masculino mais ouvido do país. Isso é muito bom", comemora.

 

Marília, é você?

Responsável por músicas no "estilo dor de cotovelo", Dilsinho se diverte ao ser relacionado a Marília Mendonça, que também é adepta da sofrência, só que em outro ritmo. "Cara, fico muito feliz de ser comparado com a Marília. Primeiro porque eu a amo e a gente é muito amigo. A gente está combinando de partir os corações juntos, ela de lá do sertanejo e eu daqui do pagode", brinca. "Mas esse lado romântico sempre esteve comigo. Acho que as pessoas se identificaram muito com o meu jeito de fazer música porque eu tive referências como o Alexandre Pires, como o Bruno, do Sorriso Maroto, e como o Péricles", conta o rapaz que, casado desde 2018, revela o segredo das composições.

"Já imaginou se eu tivesse vivido todas essas histórias? Eu ia ser quem, meu Deus? Não dá para viver tudo o que a gente escreve. Mas eu faço música com outros parceiros e, quando a gente começa a trabalhar, o ato de compor é composto por ideias e situações que surgem ali na hora. É como se cada música tivesse um personagem. Eu sempre procurei ser trilha sonora dos relacionamentos e poder dar voz às pessoas quando elas estão sofrendo ou quando elas estão amando", conta.

"Abre essa porta, deixa eu entrar"

Além do sucesso nas músicas, os fãs de Dilsinho também se acostumaram a elogiar a beleza e o charme do cantor. A vontade de conviver é tanta que o pagodeiro se compromete a se conectar mais às redes sociais. "Eu não sou um cara de ficar muito no celular. Minhas fãs sentem um pouco de falta de me ver mais na intimidade: acordando, comendo... Rola uma cobrança e eu devo isso a elas, devo isso a todos os meus fãs. E eu prometo melhorar nisso aí", conta o jovem, que não se incomoda com as cantadas.

"O lance do assédio é legal porque é carinho. Na verdade, é a grande resposta de tudo o que eu faço. Porque eu falo de amor, então as pessoas vão criando uma afinidade e um carinho que é super legal. Eu encaro de forma positiva tudo isso e me divirto demais".

"Eu já conheço o final dessa história"

Acostumado a cantar sobre desilusões, Dilsinho ainda se propõe a dar um conselho após um coração partido. "Depois que você entrou numa fria e se ferrou, você tem que buscar alguma coisa que te conforte dessa pessoa. Eu aconselho uma outra pessoa. Porque a gente tem um certo defeito de insistir no que está dando errado. Porque se deu errado uma vez, duas vezes, três vezes, é isso, parte para outra", defende.

"Ontem tava eu vendo TV em casa"

Com a pandemia e o isolamento social, Dilsinho incluiu atividades simples à rotina. "Agora eu tenho horário, tomo café da manhã, almoço, janto e faço coisas que um ser humano normal tem que fazer. Renovei as minhas séries e vi que essa semana estreou 'The Umbrella Academy' e 'Vis a Vis', que são umas das que eu assisto. E voltei a compor mais ativamente, que antes eu estava meio distante por estar sempre cansado quando chegava em casa ou nos hotéis", revela o pagodeiro, que até chegou a se aventurar na culinária. "De vez em quando, eu me arriscava na cozinha para fazer algumas coisas. Mas eu não sou aquele masterchef, não. Eu sou mais o cara que fala 'coloca só mais um pouquinho de sal, agora coloca outra coisa'. Eu fico só dando pitaco", brinca.

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