Por raphael.perucci

Rio - A Inocentes de Belford Roxo divulgou esta semana a sinopse do enredo "Triunfo da Américo: o canto lírico de Joaquina Lapinha". Com este tema, a agremiação da Baixada tentará voltar para o Grupo Especial em 2014. O desenvolvimento será do carnavalesco Wagner Gonçalves.

"Fizemos um texto com uma narrativa leve, objetiva e fácil para falarmos desta heroína, que será conhecida por todo Brasil através dos meios de comunicação e da transmissão da Globo. Com isso a vida de Joaquina Lapinha se perpetuará. Ela que era uma atriz e cantora negra de talento, que viveu no período colonial brasileiro. E se consagrou no Rio de Janeiro e em Portugal. O último desfile deixou claro que o samba enredo voltou a ser o protagonista do carnaval, prova disto foi o campeonato da Vila impulsionado por um belo samba", explica o carnavalesco.

Equipe da Inocentes de Belford Roxo para 2014Divulgação


Introdução

A opção da Inocentes de Belford Roxo em escolher um enredo que vai retratar a história pouco conhecida de Joaquina Maria da Conceição Lapa, a Joaquina Lapinha, almeja justamente abraçar uma oportunidade ímpar de dinfudir a genialidade da artista que, considerada uma joia de raro talento, venceu preconceitos e foi pioneira no processo de emancipação da mulher.

Expoente da música brasileira no século XIX, Lapinha é o retrato de um paradoxo: a herança africana e a erudição europeia; o preto e o branco ( e por que não citar o dourado, tão intrínseco à nobreza por ela conquistada?); a resistência e os costumes; a lança e a lira; o tambor e o piano; o cantar e o interpretar; a música e o teatro.

Inicialmente considerados contrastantes, tais aspectos revelam-se perfeitamente harmônicos e complementares, na interpretação histórica, despretensiosa e libertária adotada pela Agremiação no processo de retratação e desenvolvimento do carnaval 2014.

Sinopse

EM UMA ÓPERA DE QUATRO ATOS, MUITOS FATOS A DESENROLAR: CONTAR A HISTÓRIA E A TRAJETÓRIA DE MARIA DA CONCEIÇÃO DA LAPA, A JOAQUINA LAPINHA; MARIA MINEIRA, MARIA GENUINAMENTE BRASILEIRA.

MULATA DA LAPA, E DETENTORA DE UM TALENTO NATO, REVELOU AO MUNDO O SEU EXTRAORDINÁRIO DOM DE INTERPRETAR, TANTO COMO CANTORA SOPRANO, QUANTO COMO ATRIZ DRAMÁTICA.

NEGRA LÍRICA DE VOZ ONÍRICA TEVE QUE SUPERAR UM DRAMA HEROICO E SOBREPOR O SEU TALENTO À SUA COR, ARRANCANDO APLAUSOS DE PLATEIAS EXIGENTES E ELOGIOS DE CRÍTICOS RENOMADOS, TANTO NO BRASIL COMO NO EXTERIOR, MAIS ESPECIFICAMENTE NO RIO DE JANEIRO E EM LISBOA (PORTUGAL).

SUA ORIGEM, SUAS RAÍZES E SUA ANCESTRALIDADE FORAM INDISPENSÁVEIS NA QUEBRA DE TABUS E NA SUPERAÇÃO DE PRECONCEITOS, PROPICIANDO A IMENSA CONTRIBUIÇÃO DE LAPINHA ENQUANTO ARTISTA DIFERENCIADA, EXPOENTE NO PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO.

A ARTE, PERFORMANCE E APTIDÃO CLARA SUPERARAM O PRECONCEITO DA PELE ESCURA, ALCANÇANDO PRESTÍGIO, FAMA E RENOME INTERNACIONAL, CONQUISTANDO AINDA, A REALEZA DAS TERRAS LUSITANAS.

MAIS QUE TEMA DE ENREDO, LAPINHA DÁ O TOM, E É A ESTRELA DE UM GRANDE CONCERTO, ONDE A PASSARELA DO SAMBA É O PALCO E A BATERIA É A ORQUESTRA.

PÉROLA NEGRA DE VOZ SINGULAR, LÁ DO ALTO DO CÉU ESTELAR, VERÁ O SEU CANTO POR TODA AVENIDA ECOAR, E ENTÃO O CARNAVAL, MAJESTOSA FESTA POPULAR, IRÁ ENFIM CONSAGRAR, O SEU ESPLENDOROSO CANTAR.

É O TRIUNFO DA AMÉRICA...

Pesquisa e texto: Bianca Behrends e Wagner Gonçalves
Carnavalesco: Wagner Gonçalves

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