Por raphael.perucci

Rio - Última escola do primeiro dia de desfiles, a Beija-Flor contou a história da comunicação e fez uma grande homenagem a Boni na Avenida. Antes do início do desfile, no entanto, a escola recebeu vaias de parte de público, que foram abafadas quando Neguinho da Beija-Flor começou a cantar.

Grande aposta da diretoria, a exibição conjunta da comissão de frente e do casal Claudinho e Selminha Sorriso funcionou perfeitamente e foi bastante aplaudida pelo público. Idealizada por Laíla e concebida por Marcelo Missailidis, a proposta já entrou para história dos desfiles e merece destaque por tamanha ousadia.

Comissão de frente impressionou pela ousadiaCarlos Moraes / Agência O Dia

A bateria dos mestres Plínio e Rodney foi outro ponto alto. Mesmo sem arriscar, os ritmistas sustentaram o samba com categoria e equilíbrio até o fim. Ao lado da rainha Raíssa, Boni desfilou fantasiado de Charles Chaplin e foi saudado pelas arquibancadas.

O abre-alas, apesar de grandioso, trouxe falhas de acabamento e chamou a atenção pela falta de capricho. No geral, a azul e branco passou com menos luxo do que em anos anteriores.

O samba-enredo tão criticado antes do Carnaval foi cantado com vontade pelos componentes, mas o rendimento ficou aquém do esperado. O tradicional show de harmonia e vibração do povo de Nilópolis não foi visto com intensidade de sempre. Sem vencer desde 2011, a escola da Baixada não veio arrasadora, mas está na briga pelos primeiros lugares.

Boni desfilou ao lado da rainha RaíssaFernando Souza / Agência O Dia


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