Financiamento coletivo para garantir desfile

Sem apoio da Petrobras, bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou! está com dificuldade de desfilar neste ano

Por gabriela.mattos

Rio - Há treze anos desfilando pela reforma psiquiátrica no Brasil, o Tá Pirando, Pirado, Pirou! neste ano tem dificuldade de levantar a bandeira “nenhum passo atrás, manicômio nunca mais”. Sem o apoio da Petrobras, os organizadores decidiram lançar uma campanha de financiamento coletivo para colocar o bloco de usuários e funcionários do Instituto Philippe Pinel na rua - ou melhor, na avenida Pasteur, na Urca.

A patrocinadora, Petrobras, retirou o apoio por falta de verba. “Nesse contexto de crise econômica e política, eles não teriam verba. Disseram que estavam privilegiando projetos de arte cênica e música, o que me surpreendeu, porque nosso projeto é de muita música”, disse Alexandre.

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A campanha vai até o dia 26 e almeja levantar R$ 33,8 mil, entre custos com caminhão de som (R$ 8 mil), contratação de músicos (R$ 5 mil) e confecção de um carro alegórico (R$ 1 mil). “O apoio financeiro é pequeno para a importância do trabalho. Temos oficinas que o ano inteiro produzem cultura”, disse Alexandre.

Este ano, o homenageado é Augusto Boal, dramaturgo morto em 2009, criador do Teatro do Oprimido e amigo do bloco.

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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