Baile de carnaval típico do subúrbio carioca estão fora de cena este ano - Facebook
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Por O Dia

Rio - Após concentrar o cortejo de bailes populares no Baile da Cinelândia, a Prefeitura anunciou nesta terça-feira, no Diário Oficial, o cancelamento do tradicional Concurso de Bandas Especializadas, realizado desde 1972 com o intuito de selecionar e patrocinar a apresentação das melhores bandas do Rio em palcos espalhados pela cidade. As bandas, que foram selecionadas no início do ano, ficarão órfãs devido ao corte de palcos. A Prefeitura, através da Riotur, informa que a medida, às vésperas do Carnaval, se deve à falta de recursos para o Carnaval 2019.

"Não adianta ter banda se não tiver baile para tocar, por isso fizemos o corte", afirmou a Riotur. Para a fundadora da Orquestra Céu Na Terra, Bianca Leão, o decreto é um "tiro no pé". "O Carnaval não é um estorno, um problema à cidade. Nossas festas fomentam capital de giro que retornam em forma de lucro para os cofres do município", disse.

Ainda de acordo com a Riotur, os recursos repassados pela Fazenda foram reduzidos a um terço do montante de 2017, por exemplo. Além disso, a saída do Uber, que pagava parte dos subsídios das Escolas de Samba do grupo especial e os cortejos na Intendente Magalhães e na Av. Chile, comprometeu ainda mais a receita para o carnaval deste ano.

"É uma pena, porque está cada vez mais difícil fazer Carnaval no Rio. Muitos blocos estão sendo cancelados ou obrigados a transferir o desfile para outros lugares, apesar de terem cumprido todas as demandas da prefeitura e terem passado por meses de preparação", comentou o fundador do Cordão do Boitatá, Kiko Horta. 

 

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