Por daniela.lima
Publicado 03/02/2014 22:05 | Atualizado 03/02/2014 22:09

Rio - Vencedora do almejado prêmio Emmy — o chamado ‘Oscar da televisão’ — por sua carismática Dona Picucha do especial de fim de ano da Globo ‘Doce de Mãe’, que virou série exibida toda quinta-feira na emissora, Fernanda Montenegro fala aqui sobre a personagem e a premiação, além de passear por assuntos tão diversos quanto beijo gay, ‘Big Brother’, Copa do Mundo e a saudade do eterno parceiro, o ator e diretor Fernando Torres. 

Fernanda Montenegro como Dona Picucha em 'Doce de Mãe'Maíra Coelho / Agência O Dia


Agora é Emmy para lá, Emmy para cá... só se fala do Emmy, né? Parece até que seu sobrenome virou Fernanda ‘Emmy’ Montenegro...
É, a vida é assim: perde-se um prêmio, mas aí depois ganha-se outro.

Você chegou a declarar, com a humildade que lhe é característica, que ganhar um Emmy ‘não muda nada’... é assim mesmo?
Olha, claro que receber um prêmio dessa importância é algo a ser considerado por mim, sim. Entre todos os troféus que já ganhei, este é um dos mais importantes. Dá mais vontade de viver e, na medida do possível, alivia a vida, que ainda está boa.

Quando você diz “que ainda está boa”, soa algo pessimista... afinal, não podemos imaginar que a vida seja boa até o fim?
Ah, claro. Eu realmente espero que a alquimia da vida me dê esta chance, de sentir que está bom para sempre!

O que tem da Fernanda Montenegro na personagem Picucha, essa senhorinha prafrentex?
Se eu sou prafrentex ou ‘pratrazex’, quem convive comigo é melhor do que eu para avaliar... Mas, falando sério, acho que, de alguma maneira, sempre tem algo meu nas personagens que faço.

Para gravar ‘Doce de Mãe’, você tem ido diariamente ao Projac, em Jacarepaguá... É difícil essa rotina, de sair de Ipanema, com o trânsito que está na cidade atualmente?
Só mesmo quem frequenta o Projac sabe o que significa esse deslocamento diário. E eu começo a gravar às 11h da manhã e só saio às 21h30 da noite, exausta.

Quando falamos em trânsito ruim, logo vem à mente o bordão ‘imagina na Copa?’ Você pretende ir a algum jogo? Já comprou seu ingresso?
Não mesmo! Pretendo é viajar, porque as gravações acabam em março!

Notei que você, apesar de viúva, ainda usa aliança...
Ah, mas essa aliança aqui é da personagem, a Picucha. Aprendi com a experiência que não adianta ficar usando joia quando você está atuando muito, porque tem que ficar tirando toda hora. Mas, ‘à paisana’, eu ainda uso aliança, sim, mas é só quando vou a algum evento fora do trabalho, o que é raro.

Você, que foi muito amada e amou muito, sente falta de um parceiro?
Não, porque tenho meu parceiro ainda comigo, e vou ter para sempre. Construímos uma vida, em 60 anos juntos. Ele existe para mim em todos os momentos.

Já foi ventilada a informação de que você viverá uma homossexual na terceira idade, formando um par com a Nathalia Timberg...
É, recebi o convite do (autor) Gilberto Braga para esse papel, mas nem tenho muito a acrescentar por enquanto, porque seria ainda para o ano que vem...

Mas qual é a sua opinião sobre o beijo gay na TV aberta?
Nunca entendi essa demora. Já devia ter acontecido há muito tempo. No teatro, se beija muito na boca, mesmo pessoas do mesmo sexo. É um ato carinhoso, assim como poderia ser na testa ou na bochecha.

‘Doce de Mãe’ vai ao ar toda quinta-feira, depois do ‘Big Brother Brasil’... Você acompanha o reality? É uma daquelas pessoas curiosas em ‘dar uma espiadinha’?
Olha, eu chego em casa tão cansada que nem tenho tempo... Não estou fugindo da resposta, não, é que depois de tomar banho e comer alguma coisa, o pouco tempo que me resta eu preciso assistir às notícias, ou, para relaxar, a alguma entrevista do Jô Soares ou da Marília Gabriela.

Você que já fez de tudo um pouco na TV, se fosse convidada a participar de algum tipo de reality show, toparia?
Acredito que nunca passaria na cabeça de alguém me fazer tal convite!


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