Bruna Linzmeyer fala sobre sexualidade: 'não posso ser reduzida a uma sapatão'
Atriz falou sobre a importância de representatividade e sobre ser lésbica
Bruna LinzmeyerDivulgação/Mauricio Fidalgo
Por iG
São Paulo - Bruna Linzmeyernão tem tabus quando o assunto é sexualidade. A atriz, que namora a DJ Marta Supernova, fala sem problemas que é uma mulher que se relaciona com outras mulheres. Recentemente, ela também refletiu sobre a importância da representatividade de pessoas LGBTQI+ para o público.
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Bruna Linzmeyer fala sobre medo que sentiu ao se assumir bissexual
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"Eu sou uma das referências para essas pessoas que me seguem, acompanham, não sou única, nunca serei. Somos muitas. Eu me identifico como sapatão, mas não é a única coisa que eu sou. É também. Não existe só um jeito de ser sapatão, de amar mulheres. Não podemos universalizar esse termo, esse jeito de ser", disse Bruna disse em entrevista à revista Glamour.
A global também falou que se interessa muito pelo sinal de + na sigla. "É tudo o que vai além, o que ainda pode ser. É sobre todas as possibilidades, e essas caixinhas que às vezes as letras reproduzem não podem nos reduzir a mais caixinhas. Não posso ser reduzida a 'uma sapatão'. Isso não é tudo o que sou. Minha caixinha tem furos, pertenço a outras coisas", ela continuou.
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"Eu sou uma das referências para essas pessoas que me seguem, acompanham, não sou única, nunca serei. Somos muitas. Eu me identifico como sapatão, mas não é a única coisa que eu sou. É também. Não existe só um jeito de ser sapatão, de amar mulheres. Não podemos universalizar esse termo, esse jeito de ser", Bruna disse em entrevista à revista Glamour.
A global também falou que se interessa muito pelo sinal de + na sigla. "É tudo o que vai além, o que ainda pode ser. É sobre todas as possibilidades, e essas caixinhas que às vezes as letras reproduzem não podem nos reduzir a mais caixinhas. Não posso ser reduzida a 'uma sapatão'. Isso não é tudo o que sou. Minha caixinha tem furos, pertenço a outras coisas", ela continuou.
Bruna também ressaltou a importância de falar sobre a comunidade LGBTQI+ de maneiras que não tratem apenas de violência e sofrimento. A atriz argumenta que é necessário mostrar notícias boas e personalidades que estão crescendo e conquistando frutos de seus trabalhos, para que as pessoas "sejam capazes de recusar essas dores e terem autonomia para dar a volta nelas, seguindo a vida".
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"Ainda tem muita gente morrendo, física e simbolicamente. É muito grave e sofrível. Eu já morri simbolicamente pelo o que eu sou, e isso dói muito. Falar desses assuntos, trocar é para que menos pessoas sejam assassinadas emocionalmente, intelectualmente, fisicamente. Tem muita dor atravessando nossos corpos, e considerando a interseccionalidade, essas dores são diferentes para casa pessoa", ela falou.
Sobre ser representatividade, Bruna contou que um caso que viveu antes do isolamento social. Ela lembrou de quando estava no cinema e foi abordada por um casal de meninas jovens. "Vieram me agradecer porque elas conseguiram falar para os pais, que estavam ali com elas. Me contaram a história delas e pediram uma foto. Eu só disse: 'Agora quem também quer a foto sou eu!'. Óbvio que eu sei que tem muitas pedras no caminho, retaliações, mas saber que a minha postura faz sentido para alguém, me dá carinho no meu íntimo. Se faz sentido para alguém, faz sentido para mim também", reflete.