Bruna Linzmeyer fala sobre sexualidade: 'não posso ser reduzida a uma sapatão'

Atriz falou sobre a importância de representatividade e sobre ser lésbica

Por iG

Bruna Linzmeyer
Bruna Linzmeyer -
São Paulo - Bruna Linzmeyer não tem tabus quando o assunto é sexualidade. A atriz, que namora a DJ Marta Supernova, fala sem problemas que é uma mulher que se relaciona com outras mulheres. Recentemente, ela também refletiu sobre a importância da representatividade de pessoas LGBTQI+ para o público.

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Bruna Linzmeyer fala sobre medo que sentiu ao se assumir bissexual Reprodução/Instagram
Bruna Linzmeyer Reprodução Internet
Bruna Linzmeyer no 'Saia Justa' Reprodução
Bruna Linzmeyer Ag. News
Bruna Linzmeyer surge com as sobrancelhas descoloridas Reprodução Internet
Bruna Linzmeyer deixa seios à mostra na praia Ag. News
Bruna Linzmeyer namora na praia Ag. News
Bruna Linzmeyer Reprodução de internet
Bruna Linzmeyer, na Sapucaí Leonardo Rocha / Agência O Dia
Bruna Linzmeyer Reprodução Internet
Bruna Linzmeyer Reprodução da internet
Bruna Linzmeyer exibe axila em capa de revista Reprodução
Olavo (Tony Ramos) vai cair nos encantos de Lourdes Maria (Bruna Linzmeyer, à dir.) João Cotta/TV Globo
Bruna Linzmeyer participa do protesto 'Ocupa Sapatão', no Rio, nesta quarta-feira Ag. News
Bruna Linzmeyer participa do protesto 'Ocupa Sapatão', no Rio, nesta quarta-feira Ag. News
Bruna Linzmeyer posa com presente inusitado que ganhou de amiga Reprodução Internet
Bruna Linzmeyer Divulgação/Mauricio Fidalgo


"Eu sou uma das referências para essas pessoas que me seguem, acompanham, não sou única, nunca serei. Somos muitas. Eu me identifico como sapatão, mas não é a única coisa que eu sou. É também. Não existe só um jeito de ser sapatão, de amar mulheres. Não podemos universalizar esse termo, esse jeito de ser", disse Bruna disse em entrevista à revista Glamour.

A global também falou que se interessa muito pelo sinal de + na sigla. "É tudo o que vai além, o que ainda pode ser. É sobre todas as possibilidades, e essas caixinhas que às vezes as letras reproduzem não podem nos reduzir a mais caixinhas. Não posso ser reduzida a 'uma sapatão'. Isso não é tudo o que sou. Minha caixinha tem furos, pertenço a outras coisas", ela continuou.
"Eu sou uma das referências para essas pessoas que me seguem, acompanham, não sou única, nunca serei. Somos muitas. Eu me identifico como sapatão, mas não é a única coisa que eu sou. É também. Não existe só um jeito de ser sapatão, de amar mulheres. Não podemos universalizar esse termo, esse jeito de ser", Bruna disse em entrevista à revista Glamour.

A global também falou que se interessa muito pelo sinal de + na sigla. "É tudo o que vai além, o que ainda pode ser. É sobre todas as possibilidades, e essas caixinhas que às vezes as letras reproduzem não podem nos reduzir a mais caixinhas. Não posso ser reduzida a 'uma sapatão'. Isso não é tudo o que sou. Minha caixinha tem furos, pertenço a outras coisas", ela continuou.
Bruna também ressaltou a importância de falar sobre a comunidade LGBTQI+ de maneiras que não tratem apenas de violência e sofrimento. A atriz argumenta que é necessário mostrar notícias boas e personalidades que estão crescendo e conquistando frutos de seus trabalhos, para que as pessoas "sejam capazes de recusar essas dores e terem autonomia para dar a volta nelas, seguindo a vida".
"Ainda tem muita gente morrendo, física e simbolicamente. É muito grave e sofrível. Eu já morri simbolicamente pelo o que eu sou, e isso dói muito. Falar desses assuntos, trocar é para que menos pessoas sejam assassinadas emocionalmente, intelectualmente, fisicamente. Tem muita dor atravessando nossos corpos, e considerando a interseccionalidade, essas dores são diferentes para casa pessoa", ela falou.
Sobre ser representatividade, Bruna contou que um caso que viveu antes do isolamento social. Ela lembrou de quando estava no cinema e foi abordada por um casal de meninas jovens. "Vieram me agradecer porque elas conseguiram falar para os pais, que estavam ali com elas. Me contaram a história delas e pediram uma foto. Eu só disse: 'Agora quem também quer a foto sou eu!'. Óbvio que eu sei que tem muitas pedras no caminho, retaliações, mas saber que a minha postura faz sentido para alguém, me dá carinho no meu íntimo. Se faz sentido para alguém, faz sentido para mim também", reflete.


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