Joelma exalta trajetória e raízes paraenses com o Festival Calypsoul no QualistageDivulgação / Alan Rodrigues

Com mais de três décadas de carreira, Joelma realiza a última apresentação do "Festival Calypsoul" no Qualistage, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, neste sábado (3). O espetáculo, que já foi prestigiado por milhares de fãs, promete mais de três horas de show com novo cenário, repertório estrelado e figurinos que são a marca registrada da cantora. Com um misto dos ritmos calypso, pop e swing paraense, o projeto também exalta a trajetória e origem da paraense.
"O 'Festival Calypsoul' é uma celebração da minha história, do calypso, das minhas raízes e de tudo que construí ao longo desses anos. São três horas de música, dança, figurinos e muitos momentos especiais. Quero que o público do Rio dance, cante e se divirta do começo ao fim", diz Joelma, que complementa: "[Os fãs cariocas] podem esperar muita energia, muita música e um show pensado com muito carinho para o público."
O setlist também vai contar com canções que marcaram o início a carreira da artista, reconhecida pelos hits "Voando pro Pará", "A Lua Me Traiu", "Esquece Meu Coração", "Príncipe Encantado", "Maridos e Esposas" e mais. "Tem músicas que são muito importantes para a minha trajetória e que o público sempre espera ouvir. Mas o repertório também traz músicas do início da minha carreira que normalmente não toco", comenta.
O projeto conta ainda com a participação da primogênita de Joelma, Natália Sarraff. A artista vibra com a parceria ao lado da herdeira. "É uma emoção muito grande. Antes de sermos artistas dividindo o palco, somos mãe e filha, e isso torna tudo ainda mais especial. Tenho muito orgulho da Natália, da artista que ela está construindo e da identidade que ela vem encontrando na música. Ver minha filha seguindo o caminho dela, com a personalidade dela, é muito bonito."
A cantora revela o que espera transmitir com o espetáculo, que exalta as suas raízes. "Quero que as pessoas sintam a força e a alegria da nossa cultura. O Pará tem uma identidade musical muito forte e o Calypso faz parte dessa história. Para mim, é muito especial poder levar isso para outros lugares e mostrar um pouco das minhas raízes através da música", diz. 
O projeto, inclusive, estreou em Santarém, no Pará. A cantora destaca a importância de celebrar a origem, que também está presente nos seus trabalhos. "O Pará faz parte de quem eu sou. Minha música, minha história, minhas referências e muito do que eu sou como artista vêm de lá. Então começar esse projeto no meu estado natal teve um significado muito grande para mim. É uma forma de celebrar minhas raízes e também agradecer ao povo paraense por todo o carinho e por tudo que sempre representou na minha caminhada."
Joelma recorda as apresentações anteriores, quando o projeto desembarcou em Cariacica, no Espírito Santo, e Cuiabá, no Mato Grosso. "Foram momentos muito especiais. Cada cidade tem uma energia diferente, mas em todas elas senti uma conexão muito forte com o público. É emocionante ver pessoas de diferentes lugares cantando as músicas, conhecendo cada momento do show e vivendo aquilo junto com a gente. O 'Calypsoul' tem sido uma experiência muito bonita", vibra Joelma.

Turnê

Em paralelo, a cantora apresenta a turnê "Isso é Calypso". A artista diferencia os dois. "São projetos diferentes, embora tenham a minha história e o calypso como elementos muito fortes. O 'Isso é Calypso' é uma grande celebração da minha trajetória, com músicas mais conhecidas do grande público. Já o 'Calypsoul' tem uma proposta mais de festival, contando a história da música paraense com uma mistura maior de ritmos (brega e calypso) e uma experiência diferente para o público. São duas formas de celebrar a música e a minha carreira."

Mais projetos

A cantora vive uma fase especial na carreira. Ao mesmo tempo que planeja os próximos passos - sem revelar detalhes - Joelma segue com a turnê - lançada em 2022 - e colhe os frutos do trabalho recente no maior festival de música do Brasil. No último dia do Rock in Rio 2026, em 13 de setembro, a artista comandou a festa no Palco Sunset.
"Tem muita coisa acontecendo e muita novidade vindo por aí. Estou vivendo uma fase muito especial da minha carreira pós Rock in Rio e seguimos com a turnê 'Isso é Calypso'. Também estou sempre pensando em novas formas de levar minha música para o público. Ainda não posso contar tudo, mas podem esperar muito trabalho e muita novidade em breve", diz ela, aos risos.
A cantora realiza duas apresentações com a "Isso é Calypso" no Amazonas. Em 11 de outubro, sobe ao palco em São Sebastião do Uatumã. Já no dia 29, leva o projeto para Manaus.

Visual marcante e carreira

Além de vocais potentes e ritmo eletrizante, Joelma é reconhecida pelo visual. A cantora detalha a importância do look para a composição dos shows e quais elementos não podem faltar nas roupas. "Eu amo os figurinos e gosto que eles também contem uma história junto com o show. Gosto de brilho, movimento, botas, franjas, cores e elementos que tenham presença no palco. Mas, acima de tudo, o figurino precisa ter a minha personalidade e me permitir dançar e me movimentar. A roupa faz parte do espetáculo."
O sucesso da cantora iniciou nos anos 2000 com a Banda Calypso, ao lado do então marido, o guitarrista Ximbinha. A separação do grupo ocorreu em 2015, junto com o término do casal. O fim do casamento foi turbulento.
Com uma trajetória que encanta os fãs até a atualidade, Joelma reflete sobre a importância de manter a essência, apesar das conquistas e realizações. "Acho que o mais importante é nunca esquecer de onde você veio. Eu continuo buscando novidades, experimentando coisas diferentes e me renovando, mas sem deixar de ser a Joelma. O público reconhece quando existe verdade. Então, para mim, é sempre uma mistura de evolução com respeito à minha história", conta a artista.

Serviço

Joelma
Sábado, às 21h30
Local: Qualistage
Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000 - Barra da Tijuca
Ingresso: A partir de R$ 97,50