Por daniela.lima

Rio - "Amor à Vida" está na reta final e para fazer as pontas se encontrarem no último capítulo, que vai ao ar na sexta-feira, o autor está cometendo alguns pecados com a lógica. Até quem é fiel à trama de Walcyr Carrasco não consegue mais defender tanta incoerência. No capítulo em que Aline chega ao ápice da psicopatia e sangue frio, o autor manipulou o sentido e o tempo em momentos importantes. 

Cena que Aline esfaqueia Ninho foi ao ar nesta segunda-feiraReprodução TV Globo


Para começar, Félix (Mateus Solano), Bruno (Malvino Salvador) e Pérsio (Mouhamed Harfouch) ignoram que estão diante de dois criminosos e deixam Aline (Vanessa Giácomo) e Ninho (Juliano Cazarré) totalmente à vontade para fazer as malas, rapelar todo o dinheiro do cofre e fugir dali. Então os dois vão ao galpão onde Ninho morava e é quando Aline decide acabar com a vida do amante. Ou não! Como uma mulher fria, que enterrou a própria tia no jardim, fez o que fez a novela toda, desfere várias facadas no cúmplice e não o mata? O mais coerente seria a vilã se certificar de que acabou com a vida dele, não?

Mas não, ela não terminou o serviço. E ele, sangrando, com a barriga toda perfurada, consegue se soltar e saltar do alto do prédio. Coincidentemente cai sobre uma caçamba de lixo fofinha e pede socorro. A ambulância chega, ele é levado vivo ao hospital San Magno, pede pela presença de Paloma (que estava no décimo sono), e ela chega no hospital a tempo de ouvir dele que Aline está fugindo. E, enquanto tudo isso acontece, Aline ainda está em terra, e não consegue decolar. Parece que o tempo foi mais amigo do Ninho.

Enfim, aguardemos os quatro últimos capítulos para saber se, entre um suspense e outro, vamos dar algumas risadas com incoerências e incríveis coincidências.

Você pode gostar