Manoel Carlos é o rei do horário nobre na Globo

Maneco conta como vai ser a nova trama das 21h, ‘Em Família’, com muitas paixões, gays, traições, doença grave e alcoolismo

Por O Dia

Rio - Apartir do dia 3, saem de cena os vilões cruéis de Walcyr Carrasco e entram vilões mais humanos, como a invejosa Shirley (Viviane Pasmanter), que vem para infernizar a vida de Helena (Julia Lemmertz), a personagem-ícone de Manoel Carlos, cheia de conflitos, na novela ‘Em Família’, que estreia na segunda-feira. Depois de uma sequência de perversidades de Carminha (Adriana Esteves) de ‘Avenida Brasil’, Wanda (Totia Meirelles) de ‘Salve Jorge’ e Félix (Mateus Solano)e Aline (Vanessa Giácomo), de ‘Amor à Vida’, a galera do ‘paz e amor’ poderá respirar aliviada: chega de atrocidades no horário nobre. 

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Manoel Carlos é o rei do horário nobre na GloboDivulgação


“De um tempo para cá, os vilões têm virado um pouco assassinos e os meus não são assim. Os meus são pessoas comuns, como na vida real, que fazem besteiras, têm ódio, inveja, agridem. Mas não deixam de ser vilões de certa forma”, argumenta o autor, que, agora, tira o Leblon como pano de fundo e insere Goiânia no seu folhetim. “Essa foi a grande novidade. A cidade de Goiânia é linda, merece esse destaque, mas haverá algumas cenas no Leblon, também”, avisa ele, sem querer desagradar aos fãs do bairro nobre carioca.

Manoel Carlos não esquenta de ser chamado de coruja ou babão. Ele é mesmo e não faz questão de negar. Ao assistir ao clipe de sua próxima novela, o autor não poupa elogios. “Confesso que foi o melhor clipe que já vi na minha vida. A novela dá um salto de 20 anos, tem três fases e mostra os personagens ainda na infância, depois na adolescência e na fase adulta. Tenho certeza de que todos vão gostar”, acredita Maneco.

O nome da nova produção também foi escolhido a dedo. ‘Em Família’ resgata laços antigos do autor com seus atores, fortalece parcerias e realiza um sonho: escrever para Júlia Lemmertz (ela será a última Helena do autor). “Essa ponte que fiz já era algo que vinha pensando há tempos. Quando achei que tinha que encerrar o ciclo das Helenas, não pensei em outra pessoa que não fosse a Júlia. Tinha vontade de escrever para ela”, revela ele. “A matriz é a Lilian Lemmertz, mãe da Júlia, e eu tinha essa dívida de amor que eu pago através dessa escolha”.

Além das cenas de ciúmes do triângulo amoroso formado pelos protagonistas Laerte (Gabriel Braga Nunes), Helena (Julia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins), o casal homossexual, vivido pelas atrizes Giovanna Antonelli e Tainá Müller, também promete esquentar o horário nobre. O autor não esconde a felicidade de falar sobre o tema e garante que, se o envolvimento das duas pedir, coloca o beijo gay no roteiro. “O que posso garantir é que é uma grande história de amor.

Mas, se houver a necessidade do beijo, eu escrevo. Tenho certeza que o Jayme Monjardim (diretor) vai gravar. Mas se vai ao ar... aí eu não sei”, avalia Maneco, que já pensa em novos projetos após a novela. Além de um musical baseado na minissérie ‘Presença de Anita’, ele revela que vai oferecer à Globo uma nova minissérie, agora com a ninfeta já crescida. “Eu quero propor para a emissora o ‘Anita aos 30’. Acho que será um trabalho interessante.” 

Reinaldo Gianecchini na novela 'Em Família' Divulgação


DOENÇAS POLÊMICAS

Acostumado a tratar de causas sociais em suas novelas, Maneco volta a falar de doenças graves e alcoolismo, entre outros assuntos que chamam a atenção dos telespectadores. “Repito a questão do alcoolismo, mas dessa vez de forma mais grave do que a da Santana (Vera Holtz), de ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003), porque agora será um médico alcoólatra (interpretado por Thiago Mendonça). Também vou falar sobre os problemas da terceira idade. Meus amigos dizem que faço isso em benefício próprio”, brinca Maneco. Cadu, personagem de Reynaldo Gianecchini, será o portador de uma doença, que o autor ainda não decidiu qual será.

“Ainda não resolvi. Mas não vai ser câncer, porque senão todo mundo vai dizer que escrevi isso só porque o Gianecchini teve câncer. Os problemas são comuns em qualquer lugar do mundo e as novelas são sempre iguais, o que muda são os autores que escrevem”, explica.

“Inclusive, eu perguntei ao Giane se ele queria fazer esse personagem doente e ele falou que não tinha problema algum. Mas, se ele não quisesse, eu tirava a história do problema de saúde só para tê-lo na novela. Mas ele é extremamente saudável de cabeça e de corpo, e me disse que eu poderia falar sobre a mesma doença que teve (linfoma não-Hodgkin, câncer no sistema linfático, descoberto em 2011). Não vai ser, mas garanto que é uma boa doença, dá para fazer grandes cenas”, reforça Maneco.

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