No júri do ‘SuperStar’, Sandy avisa que não será boazinha

Paulo Ricardo aposta no sex appeal e Thiaguinho vai falar o que pensa dos candidatos

Por daniela.lima

Rio - Passados nove meses do nascimento do primeiro filho, Theo, Sandy sai da licença-maternidade direto para o ‘SuperStar’ com uma característica inerente às mães: o sentimento de culpa. “Fiquei muito feliz por um lado, porque gosto muito do programa, mas por outro o coração ficou apertado, por ter que deixar o meu pequenininho o domingo todo, dormir longe dele… Mas nossa profissão é assim, e uma hora eu ia ter que encarar essa volta ao trabalho. Estou superanimada. É um time classe A, com uma vibe incrível”, disse ela, na coletiva de lançamento do programa, que volta à grade da Globo dia 12.

Novos jurados Thiaguinho%2C Sandy e Paulo RicardoDivulgação


Diferentemente de Claudia Leitte, que ganhou camarim exclusivo para ficar com o caçula no ‘The Voice’, Sandy não pretende levar Theo para o Projac: “Não estou mais amamentando, infelizmente, porque é maravilhoso. Se alguma hora bater saudade eu trago, mas não vou ter tempo de ficar com ele, a gente já chega na função de ensaiar, fazer cabelo, maquiagem, figurino, então não dá para cuidar. Por isso, acho difícil trazer.”

No lugar antes ocupado por Ivete Sangalo — que chegou a ser confirmada nesta temporada e que, depois, deixou o reality sob boatos de que teria sido por causa da ida de Xuxa para a Record —, Sandy assegura que não há rusgas. “Recebi o convite num domingo e, no dia seguinte, liguei para ela. Ivete é um amor e me deu altas dicas. Antes de tomar a decisão de fazer o programa, perguntei sobre o esquema de trabalho, e ela disse: ‘Vá, minha filha. Vai ser demais.’ Então, se é assim… vamos em frente”, contou.

Sandy também foi categórica e surpreendeu até Fernanda Lima ao afirmar que não vai ser a boazinha do trio formado por ela, Thiaguinho e Paulo Ricardo. “É um grande desafio ser imparcial. Fiquei pensando nisso quando recebi o convite, porque minha tendência em casa era a de fazer a tela subir para estilos que eu gosto mais. Então, estou me preparando psicologicamente para conseguir aprovar ou não outros estilos. Sou bastante exigente, mas é difícil julgar. Não gosto de desagradar as pessoas, não gosto de ficar num clima ruim, que fiquem com raiva de mim. Estou acostumada a ser simpática, a tratar todo mundo bem. Mas, por outro lado, eu quero qualidade, não quero qualquer banda ganhando o programa. Vou tentar fazer com jeitinho.”

Para Thiaguinho, que já sentiu na pele o que é ser calouro quando participou do ‘Fama’, a crítica faz parte do jogo. O que não vale é ficar em cima do muro. “Não tenho medo de falar o que penso, sou muito transparente. A gente vai ajudar mais do que julgar, e as bandas já estão sabendo que vão ser analisadas. Falo por experiência própria. No meu caso, me fez crescer muito. Não existe um constrangimento”, destaca o pagodeiro, que, no início, sofreu com a timidez: “Eu tinha medo de encarar as pessoas. Ficava atrás do cavaquinho. Tinha só 18 anos, era muito cru. Isso me fez amadurecer.”

Já Paulo Ricardo avisa: “Quando você faz sucesso, as mesmas pessoas que falavam bem são as que vão falar mal. Os fãs de hoje são os linchadores de amanhã. Cuidado com a crítica. Aprenda a conviver.” O sex appeal conta muito para ele: “Quando isso é muito forte no palco, você sente.” Sandy aposta na originalidade: “A banda tem que ter personalidade. O carisma e a emoção do momento contam demais.Não é só a técnica.” Thiaguinho não segue uma receita: “Difícil dizer o que agrada, você sente. O legal é a gente não saber o que vai vir e deixar rolar. Eu não tenho preconceito musical.”


“O Paulo vai ser o mais crítico, a Sandy, a má, e o Thiaguinho, o mais engraçado”, define Fernanda Lima, que garante estar calejada com as críticas: “Estou acostumada. Já tomei muita porrada. No começo, isso dói, porque muitas vezes elas não são construtivas, são do mal mesmo, para te ferrar.” Ela e André Marques são os únicos da primeira edição que conseguiram se manter no reality. “Todo mundo tem sua importância, trabalhamos com os maiores músicos do país, mas quem manda é o público, e esse é o grande barato”, pontuou ele. Rafa Brites substitui Fernanda Paes Leme na sala de interatividade. “Quase tive um surto quando me chamaram, porque gosto muito de música. Meu papel vai ser importante por causa da ligação com o público”, frisou.

DINÂMICA DO PROGRAMA

O público agora poderá votar não só pelo aplicativo, mas também pela web. Serão 14 episódios, sendo os cinco primeiros de audição. As bandas terão que ter 70% de aprovação, sendo 7% de cada jurado, totalizando 21%, e até 79% do público. Diferentemente do ano passado, das bandas que levantarem a tela apenas as cinco mais votadas seguirão no programa. Do sexto lugar em diante, serão candidatos a uma repescagem no programa número cinco.

Durante os cinco primeiros programas, ao levantar a tela, a banda terá o direito de escolher quem será seu padrinho dos três jurados. Com isso, serão oito bandas para cada padrinho. Na fase chamada de ‘Superpasse’, um programa será dedicado a cada padrinho, das oito bandas uma ganhará imunidade e duas vão para casa. No ‘Superfiltro’, 50% das bandas vão embora. No programa 12 serão três bandas de cada padrinho. Das nove ficarão sete, depois só quatro vão para a final. No último programa, as duas bandas mais votadas voltam e se encontram num duelo, saindo daí o SuperStar 2015.

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