'O Negócio' será exibida nos EUA

Michelle Batista, uma das protagonistas, comemora a fama internacional

Por karilayn.areias

Michele Batista%3A 'Elas vendem a prostituição como se estivessem vendendo um sofá%2C ou uma Ferrari'Divulgação

Rio - A série ‘O Negócio’, da HBO, estreia sua terceira temporada no próximo dia 24, às 21h. Além da grande aceitação nacional, a produção tem dado um reconhecimento internacional para a atriz Michelle Batista, graças ao seu sucesso em toda a América Latina. A história conta a vida de Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Shalche) e Magali (Michelle Batista), três belas mulheres que buscam fazer uma revolução na sua profissão. Sem perspectivas de crescimento em suas antigas carreiras, elas resolvem se transformar e aplicam uma nova estratégia de marketing para o ofício mais antigo do mundo: prostituição. E, assim, se tornam mulheres de negócios. A mais impulsiva delas é Magali.

Michelle, aos 29 anos, diz que está adorando a experiência e credita o sucesso da produção à maneira diferente com que a prostituição é tratada na TV.

“Eu não fiz laboratório nenhum. O próprio diretor pediu para que a gente não visse filmes e nem se misturasse com o universo das prostitutas”, diz, adiantando o que o diretor Michel Tikhomiroff queria: “Mostrar mulheres que podem ser sua vizinha, namorada, dona de butique, uma arquiteta ou alguém bem-sucedida em outra profissão”.

Cabe à personagem de Michelle o rótulo de a mais espevitada de todas. “É a mais pobre e vive namorando donos de hotéis para frequentar bons lugares. Mantém a sua classe e não cai do salto, fundamental para que elas sejam bem-sucedidas como empresárias de um produto.”

No caso, o produto são as próprias meninas que passam a utilizar de ferramentas de marketing para terem destaque no mercado. “Elas têm total capacidade de trabalhar em qualquer outra coisa, mas decidem se prostituir discretamente, e de modo que pouco se expõe. E nisso o marketing ajuda e muito. Elas têm essa sacada”, afirma Michelle. Aliás, as técnicas de marketing de sua personagem têm sido úteis para a carreira da atriz. “É claro que uso estratégias de marketing. Sei me posicionar melhor, afinal somos produtos também.”

Ao lado de Karen e Luna, elas decidem utilizar o ‘Focus Group’ — técnica utilizada como pesquisa de mercado qualitativa —, na qual contratam mediadores para fazerem reuniões com supostos clientes para o seu ‘produto’. “Elas vendem a prostituição como se estivessem vendendo um sofá, ou uma Ferrari”, explica.
Carioca, moradora do bairro do Humaitá, Michelle se mudou de mala e cuia para São Paulo, juntamente com suas colegas de elenco. O que, para ela, já funcionou como uma espécie de laboratório. “Ficamos amigas, andávamos juntas, íamos a shoppings, à academia de ginástica e num universo diferente do qual estávamos acostumadas. Isso ajudou a nos unir mais”, qualidade exigida para os personagens.
Na terceira temporada, a empresa Oceano Azul vai virar uma grande corporação: “Uma nova personagem vai entrar em cena para desestabilizar a empresa e as meninas, mas não posso adiantar muito mais”.

Magali (Michelle Batista)%2C Karin (Rafaela Mandelli) e Luna (Juliana Shalche) são prostitutas donas da empresa Oceano Azul%2C que usa técnica de marketing para vender sexoDivulgação

O sucesso do seriado na América Latina impressiona. Tanto que Michelle viajou há duas semanas para a Argentina e México para lançar a produção por lá. No final deste ano, ‘O Negócio’ ainda estreia nos Estados Unidos. Para quantificar a grandeza da produção, juntando as três temporadas, foram 362 horas de gravação, 334 locações, entre São Paulo e Rio de Janeiro e 2.886 trocas de roupa, entre lingeries e roupas de festa. 


Reportagem Eduardo Minc

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