Karola e Susana destilam sua vilania em épocas diferentes

Vilões não precisam ser durões o tempo todo. Pelo contrário. Alessandra Negrini, por exemplo, faz uma vilã carismática

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Karola (Deborah Secco) e Luzia/Ariella (Giovanna Antonelli)
Karola (Deborah Secco) e Luzia/Ariella (Giovanna Antonelli) -

São Paulo - Karola (Deborah Secco), da novela das 9, Segundo Sol, e Susana (Alessandra Negrini), da trama das 6, Orgulho e Paixão, destilam sua vilania em épocas diferentes. Segundo Sol se passa na Bahia contemporânea. Orgulho e Paixão é ambientada no País, do início do século 20, sob a influência da obra de Jane Austen

Como de praxe, a missão de ambas é atrapalhar a vida dos mocinhos em prol do próprio benefício, mas as semelhanças entre Karola e Susana param por aí. O autor João Emanuel Carneiro pensou em Karola dividindo o mais alto posto de vilã de seu folhetim com Laureta (Adriana Esteves). E é assim, em dupla, que elas atuam desde a 1ª fase da novela.

Boa atriz, Deborah Secco, no entanto, anda exagerando na interpretação de sua Karola, sempre gesticulando muito e falando como se estivesse discutindo quase o tempo todo. Não existem nuances em sua atuação. Há quem a compare com suas antigas personagens, como Darlene, da novela Celebridade, que chegou ao fim recentemente no Vale a Pena Ver de Novo.

Diferentemente de Alessandra Negrini, que faz uma vilã carismática. Não há uma crueza em sua interpretação. Sim, para Susana, o mundo gira em torno de si - e nem mesmo poupa sua aliada, Julieta (Gabriela Duarte), mas, ao mesmo tempo que existe nela a objetividade nata dos vilões, ela também traz um misto de sarcasmo, cinismo e falsa ingenuidade.

Vilões não precisam ser durões o tempo todo. Pelo contrário. Essa é a crítica feita, por exemplo, à atuação de Bruna Marquezine como a malvada Catarina em Deus Salve o Rei. Claro, quem desenha os personagens é o autor, mas quem lhes dá profundidade são os atores.

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