Emily em Paris - Reprodução / Netflix
Emily em ParisReprodução / Netflix
Por O Dia
Publicado 07/10/2020 12:23 | Atualizado 07/10/2020 12:30
Rio - Desde sua estreia na Netflix na sexta-feira (2), a série "Emily em Paris" vem conquistando muitos fãs. No Brasil, a série está em primeiro lugar entre as produções mais vistas. Porém, na França, a produção parece não ter agradado os franceses, que não gostaram da forma como foram representados, afirmando serem "estereótipos" e "clichês".
Estrelada por Lily Collins e criada por Darren Star, de "Sex and the City", a série narra a vida de uma jovem estadunidense que vai morar em Paris para trabalhar em uma empresa de marketing.
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Sem saber o idioma, a jovem enfrenta problemas para conquistar seus colegas de trabalho, vive grandes aventuras amorosas e cria uma conta no Instagram para mostrar como é a sua vida em uma das cidades mais famosas do mundo, e acaba se tornando uma influencer com 20 mil seguidores.
Entre os franceses, a série causou polêmica, sendo classificada como "deplorável" e "constrangedora" por conta dos clichês retratados. "É uma imagem completamente errada de Paris", diz o site AlloCiné, que complementa que a série é "ridícula e mal atuada". "É apenas deplorável, eu me pergunto por que atores franceses aceitaram atuar na série", finaliza.
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Outro site, o Les Inrocks, afirma que Paris nem sequer é reconhecida na série, dizendo que "Emily em Paris" se parecia mais com o desenho "Ratatouille".
O Sens Critique também detonou a produção. "Os roteiristas podem ter hesitado por dois ou três minutos em colocar uma baguette embaixo do braço de cada francês, ou até uma boina para distingui-los claramente, mas por outro lado todos eles fumam cigarros e flertam até a morte."
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"Raramente tinhamos visto tantos clichês na capital francesa desde os episódios parisienses de 'Gossip Girl' ou o final de 'O Diabo Veste Prada'", escreve RTL.
O crítico Charles Martin, do site Premiere, também aponta que todos os personagens franceses são descritos como atrasados, preguiçosos ou sexistas: "Nenhum clichê é poupado, nem mesmo o mais fraco", diz.