Mahmundi pretende cantar e produzir

Cantora, que também é técnica de som, lança 'Para Dias Ruins' e quer cuidar de discos de mulheres. "É um desafio", conta

Por RICARDO SCHOTT | ricardo.schott@odia.com.br

Mahmundi (acima) lança disco novo, 'Para Dias Ruins' (capa no alto)
Mahmundi (acima) lança disco novo, 'Para Dias Ruins' (capa no alto) -

Rio - Cantora e compositora, a carioca Marcela Vale, ou Mahmundi, é também produtora e técnica de som. Exerceu esta última função por alguns anos no Circo Voador. Lançando o segundo disco, 'Para Dias Ruins' o primeiro pela Universal, após um álbum e dois EPs independentes ela quer também, daqui para a frente, estar cada vez mais cuidando da concepção de discos de mulheres.

"É meu maior desafio. A gente tem muito a dizer, e o timbre feminino tem muitas possibilidades. Me inspiro muito na Alicia Keys, que também é produtora", conta a artista de 31 anos. "Estamos conquistando muitas áreas. Tem várias mulheres do Brasil que fazem isso, mas não têm reconhecimento. Em Fortaleza tem mulheres dando curso de técnica de áudio!".

DISCO NOVO

'Para Dias Ruins' vem depois de algumas (literais) mudanças na vida de Mahmundi. Na época do epônimo primeiro disco, de 2016, ela havia acabado de se mudar para São Paulo. Voltou para o Rio há pouco - por acaso falou com O DIA numa tarde chuvosa, quando esperava o Aeroporto de Congonhas voltar a operar.

"Encontrei o estado do Rio um pouco mais quebrado, mas voltei para a praia, para o sol. O nome do disco é 'Para Dias Ruins', mas a proposta é: 'Como você se posiciona num dia ruim?'", conta ela, que lançou faixas românticas como 'Tempo Pra Amar' e 'Alegria'. E teve a oportunidade de aprender muito com o produtor Carlos Eduardo Miranda, morto em março foi um dos últimos nomes lançados por ele, que cuidou de seu primeiro disco.

"Miranda me ensinou a ter sensibilidade para montar o repertório de um álbum. A mesclar o que é mais doce com o que é mais agitado, a costurar um disco que não soe cansativo e que você não queira parar de ouvir", recorda.

Numa época em que muitos artistas buscam a independência, Mahmundi ingressa numa multinacional. O que não a assusta. "Sempre gostei dessa coisa de gravadora, de saber dos bastidores, de como determinada música foi feita. Conheci muita gente que ama música na Universal e cabe a mim não ter medo de me comunicar com mais gente. E as pessoas que nunca estiveram numa gravadora são as que mais têm opinião sobre o assunto, né?", conta.

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